O River Plate ampliou a crise ao perder por 1 a 0 para o Rosario Central, no último domingo, no Monumental de Núñez. Foi a quarta derrota consecutiva da equipe desde o fim da Copa do Mundo, e a pressão sobre o técnico Eduardo Coudet, os jogadores e a diretoria cresceu de forma considerável. A torcida protestou dentro do estádio, e o treinador chegou a se reunir com o presidente Stéfano Di Carlo ainda no vestiário.
Antes de a bola rolar, o nome de Coudet já era vaiado no Monumental. Durante a partida e depois do apito final, os torcedores entoaram “que se vayan todos, que no quede ni uno solo”, um recado direto contra elenco, comissão técnica e dirigentes. Também houve quem pedisse o retorno de Ramón Díaz, histórico técnico do clube.
Reunião no vestiário e permanência de Coudet
Depois do apito final, Coudet conversou com os jogadores no vestiário. Segundo a imprensa argentina, o técnico afirmou ao elenco que a equipe tem condições de reverter a situação e pediu união para superar a sequência negativa. Em seguida, houve uma reunião com o presidente Stéfano Di Carlo para analisar o momento do time. Apesar do clima de incerteza, a diretoria não comunicou nenhuma mudança no comando.
Coudet não concedeu entrevista coletiva após a partida, o que intensificou o debate sobre seu futuro. O treinador segue à frente do River e já prepara o elenco para os próximos compromissos, mas a pressão popular continua alta.
Números preocupantes no River Plate
A sequência recente é preocupante. O River perdeu as quatro partidas que disputou desde o fim da Copa do Mundo. A equipe foi eliminada da Copa da Argentina pelo Aldosivi, com uma derrota por 3 a 1 em casa, e depois sofreu três reveses consecutivos por 1 a 0 no Torneio Clausura, diante de Barracas Central, Gimnasia La Plata e Rosario Central. O time ainda não marcou gol na competição.
Contra o Rosario Central, o gol da vitória adversária saiu de um lance contra, com desvio de Nicolás Otamendi. Mesmo jogando no Monumental, o River não conseguiu esboçar reação e deixou o campo sob vaias.
Reforços recentes e investimento alto
Em meio ao momento delicado, o clube argentino tenta justificar o alto investimento feito na janela. O River já gastou 28,92 milhões de euros, cerca de R$ 170 milhões, em contratações. Entre os nomes anunciados estão Ángel Correa, Lucas Beltrán, Rafael Borré, Mauro Arambarri, Giovanni González e Tobias Andrada. Otamendi chegou sem custos.
Ángel Correa, principal investimento da janela, desfalcou a equipe diante do Rosario Central por causa de uma lesão. A ausência do meia-atacante foi sentida em um ataque que ainda não desencantou no Clausura.
Thiago Almada e o plano do River
A crise acontece em um momento importante fora de campo. O River tenta concluir a contratação de Thiago Almada e disputa o meia com o Flamengo. O clube argentino conta com a preferência do jogador por retornar ao país, o que favoreceria o time de Núñez. O Atlético de Madrid, no entanto, ainda não fechou acordo com nenhum dos interessados.
Coudet, ex-técnico de Atlético-MG e Internacional, assumiu o River cercado de expectativa pela identificação com o clube, onde teve passagem relevante como jogador nos anos 2000. A sequência de derrotas e a falta de gols, porém, elevam a pressão para os próximos jogos da temporada.



