Ultrapar e Tim: IFR aponta sobrecompra e sobrevenda no Ibovespa
Ultrapar e Tim: IFR aponta sobrecompra e sobrevenda

A Ultrapar (UGPA3) voltou a chamar a atenção do mercado ao figurar entre os ativos mais “esticados” do Ibovespa, conforme a leitura do Índice de Força Relativa (IFR). Na medição mais recente, o indicador atingiu 68,69 pontos, permanecendo próximo da região de sobrecompra — nível que costuma sinalizar que, após uma sequência consistente de valorização, o papel pode entrar em um movimento de realização de lucros ou correção técnica no curto prazo. Em 2026, as ações da companhia acumulam valorização de 58,13%, enquanto, no acumulado de 12 meses, os ganhos chegam a 104,57%.

No movimento oposto, a Tim (TIMS3) figura entre os ativos mais “descontados” do índice, com IFR em 28,59 pontos, permanecendo em região de sobrevenda. Embora essa configuração possa representar uma oportunidade interessante para investidores mais atentos, o cenário ainda exige cautela diante da dinâmica recente dos preços e da falta de fatores mais consistentes que sustentem uma recuperação mais sólida. Em 2026, o papel acumula desvalorização de 7,89%, enquanto, no período de 12 meses, registra valorização de 3,03%.

O que é o IFR e como ele ajuda na leitura do mercado

O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda. Na prática, esse quadro sugere que a Ultrapar pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a Tim enfrenta maior pressão vendedora — condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.

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Além da Ultrapar, também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: Klabin (KLBN11), Vibra (VBBR3), Gerdau (GOAU4) e Petrobras (PETR4). Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem Usiminas (USIM5), Telefônica (VIVT3), Direcional (DIRR3) e Sabesp (SBSP3), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.

Cenário técnico da Ultrapar (UGPA3)

De acordo com o analista técnico Rodrigo Paz, CNPI-T, a Ultrapar segue exibindo uma estrutura técnica positiva no curto prazo, sustentada por uma consistente tendência de alta. Após renovar a máxima histórica em R$ 33,39, o ativo passou a consolidar próximo desse patamar, movimento que o analista considera natural depois da forte valorização recente. No gráfico diário, as ações permanecem acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mantém o viés altista e reforça a predominância compradora. Na última sessão, o papel avançou 0,39%, encerrando cotado a R$ 33,09, permanecendo muito próximo do topo histórico.

Embora o cenário siga favorável, alguns sinais de esticamento merecem atenção. O IFR (14) atingiu 68,69 pontos, aproximando-se da região de sobrecompra, enquanto o preço continua negociando acima das médias móveis. Esse contexto pode favorecer movimentos de realização de lucros ou períodos de consolidação no curto prazo, ainda que o gráfico não apresente, até o momento, sinais técnicos consistentes de reversão da tendência principal.

Para que o movimento de alta ganhe novo impulso, Paz destaca a importância de acompanhar o rompimento da máxima histórica em R$ 33,39. A superação desse nível poderá destravar uma nova pernada de valorização. Por outro lado, caso o ativo perca o suporte das médias móveis, uma correção mais ampla poderá ganhar força, trazendo os suportes mais próximos novamente para o radar dos investidores.

Níveis de interesse para a Ultrapar

  • Resistências: R$ 33,39; R$ 35,80; R$ 37,60; R$ 40,90.
  • Suportes: R$ 31,90; R$ 30,15; R$ 27,98; R$ 25,64; R$ 24,92.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz.

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Cenário técnico da Tim (TIMS3)

A Tim segue apresentando uma configuração técnica negativa no curto prazo, refletindo a forte pressão vendedora observada nas últimas semanas. No gráfico diário, o ativo permanece negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, cenário que reforça a tendência de baixa. Além disso, o recente rompimento do suporte em R$ 21,07 intensificou o fluxo vendedor, levando as ações para a região de R$ 19,16. Na última sessão, o papel avançou 0,67%, encerrando cotado a R$ 19,53, em um movimento que o analista considera mais uma reação técnica do que uma mudança na tendência.

Embora o IFR (14) tenha recuado para 28,59 pontos, permanecendo em região de sobrevenda, o cenário técnico ainda exige cautela. Essa condição pode favorecer repiques técnicos ou períodos de consolidação no curto prazo, mas, até o momento, o gráfico não apresenta sinais consistentes de reversão da tendência principal de baixa.

Para que o ativo volte a ganhar força compradora, Paz considera importante acompanhar a recuperação da faixa de resistência entre R$ 21,07 e R$ 22,70. Um retorno acima desses níveis pode aliviar parte da pressão vendedora. Em contrapartida, caso o papel perca o suporte em R$ 19,16, o movimento de baixa poderá ganhar nova intensidade, abrindo espaço para buscar as próximas regiões de suporte em R$ 18,45, R$ 17,65, R$ 16,18 e R$ 15,26.

Níveis de interesse para a Tim

  • Resistências: R$ 21,07; R$ 22,70; R$ 23,17; R$ 24,16 e R$ 26,57.
  • Suportes: R$ 19,16; R$ 18,45; R$ 17,65; R$ 16,18; R$ 15,26.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz.

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