Boicote europeu: seleções podem deixar de jogar eliminatórias e Copa do Mundo
Boicote europeu: seleções podem deixar eliminatórias e Copa

As principais seleções de futebol da Europa estão avaliando um boicote histórico contra a Fifa, que pode levar à ausência de equipes como Alemanha, França, Espanha e Inglaterra em torneios como as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 e até mesmo o Mundial. A medida é uma resposta às recentes propostas de reforma do calendário internacional, que incluem a realização da Copa do Mundo a cada dois anos, e a expansão de competições como a Copa das Confederações e o Mundial de Clubes.

Motivações do boicote

De acordo com fontes da UEFA, a insatisfação das federações europeias cresceu após a Fifa apresentar um plano que reduziria o número de datas para jogos das seleções, prejudicando a receita e a logística das associações nacionais. "A Fifa está ignorando os interesses dos jogadores e das ligas nacionais. Não podemos aceitar um calendário que sobrecarrega os atletas e desvaloriza as competições europeias", afirmou um dirigente da Federação Alemã de Futebol (DFB), sob condição de anonimato.

Estima-se que, se o boicote for concretizado, a Copa do Mundo de 2026 poderia perder até 12 das 16 vagas europeias atuais, representando 75% das equipes do continente. A medida também afetaria torneios como a Liga das Nações da UEFA, que poderia ser suspensa em solidariedade.

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Torneios em risco

Entre os torneios que as seleções europeias deixariam de disputar estão:

  • Eliminatórias para a Copa do Mundo;
  • Copa do Mundo (caso o boicote se estenda);
  • Copa das Confederações;
  • Possivelmente amistosos internacionais organizados pela Fifa.

O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, já havia sinalizado que a Europa não aceitaria imposições sem diálogo. "Se a Fifa continuar com essa agenda unilateral, teremos que tomar medidas drásticas. A Europa é responsável por mais de 70% do PIB do futebol mundial", disse Ceferin em entrevista recente ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport.

Impactos financeiros e esportivos

Um estudo interno da UEFA aponta que a ausência das seleções europeias em torneios da Fifa poderia gerar uma perda de receita de aproximadamente US$ 5 bilhões para a entidade máxima do futebol. Além disso, a credibilidade da Copa do Mundo seria seriamente abalada, já que o torneio perderia suas seleções mais tradicionais e de maior audiência.

"O boicote europeu seria um golpe mortal para a Fifa. Sem a Europa, a Copa do Mundo perde seu brilho e sua força comercial", comentou o economista esportivo Stefan Szymanski, da Universidade de Michigan.

Reação da Fifa

A Fifa, por sua vez, afirmou estar aberta ao diálogo, mas não cedeu às pressões. Em nota oficial, o presidente Gianni Infantino declarou: "A Fifa sempre buscará o consenso, mas não podemos permitir que um grupo de federações dite as regras para todo o futebol mundial. A Copa do Mundo é de todos."

Enquanto isso, as seleções europeias já iniciaram conversas com as ligas nacionais e sindicatos de jogadores para alinhar uma estratégia conjunta. A expectativa é que uma decisão seja tomada até o final de 2024, antes do sorteio das eliminatórias para a Copa de 2026.

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