O Atlético-MG não conseguiu superar o Juventude e ficou no 0 a 0 na noite desta quarta-feira, na Arena MRV, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O resultado deixa a decisão da vaga para o duelo de volta, em Caxias do Sul, e amplia a sequência de atuações irregulares do time mineiro, que vinha de uma vitória importante sobre o Palmeiras, líder do Campeonato Brasileiro.
Primeiro tempo de posse, mas sem profundidade
O técnico Domínguez manteve a base que venceu o Palmeiras, mas surpreendeu ao escalar Dudu na vaga de Preciado. O atacante não era titular desde abril, quando começou o jogo contra o Cienciano, pela Copa Sul-Americana. A escalação, porém, não rendeu o esperado em termos de criação.
O Galo controlou a posse de bola em boa parte da etapa inicial, especialmente a partir dos 20 minutos, quando o domínio territorial ficou mais evidente. O problema estava na falta de velocidade para furar a marcação bem postada do Juventude, que se fechava e impedia as investidas alvinegras pelo meio.
As melhores jogadas do Atlético saíram pelo lado esquerdo, com Bernard e Lodi. Em uma delas, o lateral invadiu a área e obrigou o goleiro adversário a fazer boa defesa. Essa foi a cena mais comum dos primeiros 45 minutos: o Galo trocando passes de um lado para o outro, sem encontrar espaços para finalizar.
Juventude assusta nos minutos finais e Galo erra na cara do gol
Do outro lado, o Juventude protegeu bem a própria área e raramente ensaiou um contra-ataque. O goleiro Everson, do Atlético, pouco trabalhou até os 39 minutos, quando o time gaúcho finalmente saiu para o jogo. Em duas chegadas pela esquerda, Raí Silva finalizou para fora e, na sequência, uma bola atravessou toda a área sem ninguém para empurrar para o gol.
A melhora do Juventude ainda rendeu uma bola no travessão nos acréscimos do primeiro tempo. O Atlético respondeu imediatamente: Maycon encontrou belo passe para Lodi, que ficou cara a cara com o goleiro, mas chutou por cima. As vaias da torcida deram o recado no apito final.
Segundo tempo de instabilidade e quase gol de falta
O intervalo não fez bem ao Atlético. A equipe perdeu o controle do jogo, se desorganizou em campo e deixou o Juventude mais à vontade para impor seu ritmo. Os erros técnicos aumentaram, e o time gaúcho criou chances de abrir o placar, aproveitando os espaços deixados pela defesa alvinegra.
Domínguez tentou mudar o cenário com as entradas de Cuello e Minda. O ataque ganhou em velocidade, mas as decisões individuais continuaram erradas, e o Juventude conseguia se segurar. A melhor oportunidade da etapa final veio em cobrança de falta: Igor Gomes acertou o travessão. Depois, o Galo pressionou, mas sem organização para ser letal.
Inconsistência marcante e vaga em aberto
Conforme destacou a reportagem do ge, o ano do Atlético é de atuações inconsistentes: um jogo bom, um ruim, três sem jogar bem. A equipe não conseguiu evoluir nem mesmo após a vitória no clássico contra o Cruzeiro e repetiu a irregularidade diante do Juventude. O técnico Domínguez, conhecido como Barba, reconheceu que o time não apresentou sua melhor versão, mas manteve o otimismo para o jogo de volta.
Com o empate, a vaga às quartas de final da Copa do Brasil segue completamente aberta. Para avançar, o Atlético precisará apresentar muito mais futebol em Caxias do Sul, onde o Juventude terá o apoio da torcida. A partida de volta ainda não tem data confirmada pela CBF, mas o Galo sabe que precisa superar as próprias limitações para seguir vivo na competição.



