A Argentina repetiu um roteiro dramaticamente emocionante e se classificou para a final da Copa do Mundo. Mais uma vez, Lionel Messi comandou uma virada espetacular e, de novo, os argentinos venceram o jogo já no fim. Foi assim contra Cabo Verde, contra o Egito, contra a Suíça e, nesta quarta-feira (15), contra a Inglaterra.
Rivalidade histórica e clima tenso
A rivalidade entre Argentina e Inglaterra ficou evidente dentro do estádio. Os argentinos não deixaram o estádio escutar o hino da Inglaterra, e durante o próprio hino da Argentina, cantaram alto para tentar encobrir a vaia dos ingleses. Nunca esse confronto valeu tanto: a segunda final consecutiva para a Argentina e o retorno dos ingleses a uma decisão de Copa depois de 60 anos.
O clima quente e pesado da rivalidade histórica estampou-se na discussão entre Messi e Bellingham. Cada bola valia muito, e ficou claro rapidamente que vencer também custaria muito. Nem para Messi seria fácil.
Primeiro tempo de estudo
A primeira finalização do jogo com cara de batalha só saiu aos 32 minutos: John Stones de cabeça. Mas a maior chance foi da Argentina, em um chute de longe de Enzo Fernández. Os argentinos voltaram mais fortes do intervalo. Julián Álvarez entortou a defesa, e a linda jogada parou em Pickford. Sinal de que o jogo iria melhorar.
Inglaterra abre o placar
Aos 10 minutos do segundo tempo, Harry Kane armou um ataque rápido para a Inglaterra que chegou até Rogers na direita. Ele, de cabeça levantada, atravessou a bola para Anthony Gordon do outro lado da área. Logo em seguida, a Inglaterra comemorou de novo. O carrinho do lateral Spence para evitar o chute da Argentina valeu como um gol. Num reflexo rápido, o goleiro Pickford também fez o dele na cabeçada de Nico González. E até a trave colaborou com a Inglaterra. Cruzamento de De Paul, finalização de Mac Allister que por pouco não entrou.
Virada relâmpago nos acréscimos
A seleção inglesa recuou diante de uma Argentina que não desistiu em nenhum momento desta Copa do Mundo. Pecado mortal. Aos 40, Messi tocou para Enzo Fernández e, dessa vez, nada impediu o empate. Seis minutos depois, Mac Allister chutou na trave e a bola caiu nos pés de Messi lá do outro lado. O que faria um dos melhores jogadores da história? O canhoto Messi escolheu a perna direita e, com ela mesma, encontrou Lautaro Martínez sozinho entre os zagueiros. E assim a Argentina alcançou mais uma virada heroica. Dessa vez, em apenas 6 minutos e 35 segundos.
Argentina busca o tetra
A Argentina chegou à final de três das últimas quatro Copas do Mundo. Essa é a segunda consecutiva. Agora, o país está a apenas um jogo do tetracampeonato mundial. Algumas cenas se tornaram comuns na trajetória da Argentina nesta Copa do Mundo: a catarse do torcedor na arquibancada, a vibração genuína de Messi e a emoção de quem o cerca com gratidão e coragem para vencer. Enquanto eles não desistirem, a Argentina e Messi seguirão vivos.



