Cledvaldo Santos Barreto, o Falcão, é uma lenda do esporte sergipano. No ZYB Podcast Esporte Clube #75, ele contou como recebeu o apelido do narrador Osmar Santos, em 1991, durante sua estreia em São Paulo. "Osmar Santos veio e perguntou 'garotinho, você não tem nome de guerra não?'", relembra. Um amigo sugeriu "Águia Negra", mas Osmar optou por "Falcão Negro". Fora de Sergipe, Falcão é conhecido como Falcão Negro; em casa, apenas Falcão.
Acidente em 2001 interrompe auge da carreira
Falcão vivia o melhor momento profissional após vencer o francês Fabrice Rossi, campeão mundial de kickboxing e muay thai. A revanche estava marcada para quatro meses depois, na França. Faltando 21 dias para a viagem, ele sofreu um grave acidente de moto. "Fui atropelado por um carro. Foram cinco cirurgias, fraturas expostas na fíbula e na tíbia", detalha. O motorista estava embriagado. Falcão ficou três anos longe do alto rendimento, enfrentando longa recuperação física e mental.
Relação conturbada com o pai
Outro momento emocionante foi ao falar do pai, que o abandonou após a morte da mãe, quando Falcão tinha apenas três anos. Uma reportagem da TV Sergipe promoveu um reencontro, mas a mágoa permanece. "Meu pai teve falhas terríveis com os filhos. Na época, a TV quis fazer esse encontro, eu fui, mas quando a coisa não vem dele, que é pai… não adianta", desabafa.
Perda de visão e planos de despedida
Mais recentemente, Falcão perdeu a visão do olho direito devido a um derrame ocular causado por estresse após uma separação. "Dormi enxergando, e quando acordei, estava cego do olho direito", conta. Apesar disso, ele segue treinando e planeja uma luta de despedida em 2027. "Quero chegar a esse pessoal que hoje é mais novo, e que na época em que eu lutava nem sonhava em nascer. Queria encerrar dessa forma", afirma. A entrevista completa está disponível no canal da FM Sergipe no YouTube.



