A Polícia Civil do Ceará prendeu um casal suspeito de ameaçar a vereadora de Quixadá Cida Bezerra (PSD). Os criminosos exigiam R$ 1 mil para não atear fogo na chácara da parlamentar, localizada na zona rural do município. A captura ocorreu nesta quarta-feira (29), no próprio município.
Ameaças via WhatsApp
Segundo a polícia, as ameaças começaram em maio, quando a vereadora procurou a delegacia após receber mensagens no WhatsApp. Os suspeitos se identificavam como membros do Comando Vermelho (CV) e ameaçaram matá-la caso ela denunciasse. Eles também cobravam o valor de R$ 1 mil para que ela pudesse usar a própria chácara sem risco de incêndio.
Investigação e prisão
A Delegacia de Quixadá iniciou a investigação a partir do número de telefone utilizado pelos criminosos e da chave Pix fornecida para o pagamento. Com esses dados, os policiais identificaram o casal. O homem é apontado como o principal autor das ameaças. A identidade dos suspeitos não foi divulgada pela polícia. Os policiais realizaram diligências para rastrear a origem das mensagens e o fluxo financeiro via Pix. A chave Pix, associada a uma conta bancária, foi crucial para chegar aos suspeitos. A tecnologia de pagamento instantâneo tem sido frequentemente usada por criminosos em esquemas de extorsão, facilitando o recebimento de valores sem identificação imediata, mas a polícia destacou que as transações deixam rastros digitais que permitem a identificação.
Crime de extorsão
Os suspeitos foram alvos de mandados de prisão por extorsão em concurso de pessoas. Durante o cumprimento, foram apreendidos três aparelhos celulares que serão periciados para aprofundar as investigações. O crime de extorsão prevê pena de 4 a 10 anos de reclusão, podendo ser aumentada em razão do concurso de pessoas.
O g1 tentou localizar a vereadora Cida Bezerra, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A Polícia Civil não forneceu mais detalhes sobre a identidade dos presos ou se eles têm passagens anteriores. A vereadora, do PSD, é conhecida por sua atuação na região de Quixadá. O caso gerou preocupação entre outros políticos locais, que veem a atuação de facções criminosas no interior do estado.
A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta a participação de outras pessoas. Os celulares apreendidos passarão por perícia para extração de dados que possam levar a novos suspeitos. O casal permanece à disposição da Justiça.



