A empresária, consultora financeira e alpinista Olivia Bonfim escreveu seu nome na história do montanhismo ao se tornar a primeira brasileira a completar o Double Head, a escalada consecutiva dos picos Everest (8.848 m) e Lhotse (8.516 m). A façanha rendeu a ela um lugar no Guinness World Records, reconhecendo a conquista inédita para o Brasil.
O que é o Double Head?
O Double Head é um desafio extremo que envolve escalar o Everest e o Lhotse um após o outro, geralmente em uma única expedição. Ambos os picos estão localizados na cordilheira do Himalaia, no Nepal, e compartilham a mesma rota até o campo 4 (Colo Sul). A partir dali, os alpinistas precisam se desviar para o Lhotse, que é a quarta montanha mais alta do mundo. A escalada exige resistência física e mental, além de planejamento logístico rigoroso.
A conquista de Olivia
Olivia Bonfim enfrentou condições climáticas adversas e o desafiador ambiente de alta altitude para completar o Double Head. Sua preparação incluiu meses de treinamento intenso e aclimatação. "Foi um sonho realizado e uma honra representar o Brasil nesse feito. Espero inspirar outras mulheres a perseguirem seus objetivos, por mais impossíveis que pareçam", declarou a alpinista. A expedição foi apoiada por sua equipe e patrocinadores.
A empresária, que também atua como consultora financeira, mostra que é possível conciliar carreira corporativa com esportes de alto rendimento. Sua trajetória no montanhismo começou há alguns anos, colecionando escaladas em montanhas como o Aconcágua e o Kilimanjaro.
Impacto e reconhecimento
Com essa escalada, Olivia Bonfim coloca o Brasil no mapa do alpinismo de elite. O Guinness World Records confirmou o recorde após verificação de logs de GPS, testemunhas e documentação fotográfica. A conquista também destaca a crescente participação de brasileiros em desafios extremos de montanha. Anteriormente, apenas alpinistas de países como Nepal, Estados Unidos e Espanha haviam completado o Double Head. Agora, o Brasil tem sua representante.
A escalada do Lhotse imediatamente após o Everest é particularmente perigosa devido ao esgotamento físico e ao risco de mal de altitude. Olivia e sua equipe seguiram protocolos de segurança rigorosos, incluindo o uso de oxigênio suplementar e comunicação constante com o acampamento base.



