Paulo Vieira revela bastidores de 'Pablo & Luisão' e sucesso da família
Paulo Vieira fala sobre sucesso de 'Pablo & Luisão'

Enquanto a Globo exibe os episódios da primeira temporada de “Pablo & Luisão” — nesta terça-feira vai ao ar o nono —, Paulo Vieira celebra a ótima repercussão da série na TV aberta. O humorista publica vídeos nas redes sociais ao lado do irmão, Jose Vitorio Neto, contando os bastidores de cada história hilária. À coluna, ele fala sobre o quanto o sucesso da ficção transformou a realidade de sua família.

Negócios da família continuam firmes

Seu pai, Luisão, e o amigo Pablo ainda vendem salgados? Sim! Eles têm uma lanchonete na principal estação de ônibus de Palmas (TO), Apinajé. Vendem salgados, café... E têm um outro negócio, chamado Boi Roubado: os espetinhos são tão baratos, que só assim pra justificar (risos). E ainda mantêm um ferro-velho. A realidade, portanto, segue muito próxima da ficção, com a arte imitando a vida em “Pablo & Luisão”.

Fama nacional e preservação da privacidade

Como eles estão lidando com essa fama nacional? Eles moram longe da cidade, numa chácara. Meu pai sempre foi muito querido, famoso nos lugares que frequenta. Está feliz. Sempre me liga, falando: “O povo está gostando da série de vocês aqui, parabéns!”. Como se o mérito fosse meu e do meu irmão. Faço tudo para preservá-los da fama. Eles não têm intenção de seguir carreira artística.

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Seus pais são casados? Esse é um tema sensível... É melhor eu dizer que lá todo mundo mora junto. A dinâmica familiar, portanto, é complexa, mas Paulo prefere não entrar em detalhes.

Dupla dinâmica com o irmão

Quem é a sua dupla dinâmica na vida? Meu irmão, Neto. Não somos muito Pablo e Luisão às vezes. Qual foi a criação mais engenhosa de vocês dois? Sempre abrimos empresas juntos. Temos uma marca de roupas, um estúdio de animação, uma empresa de criação de formatos e um serviço de streaming, o Ubuplay, focado em produção audiovisual negra brasileira e da diáspora africana.

Diferentemente dos de Pablo e Luisão, os negócios de vocês dão certo? Têm dado, mas já teve um monte que não vingou. Abrimos uma casa de shows no Tocantins que faliu. Segundo o diagnóstico do meu pai, esse foi o erro: “Você fez pra rico. Não dá pra contar com rico. O nosso público é o pobre”. Também já pegamos a direção artística de uma quadrilha junina, sem saber o que era.

A casa da série e a transformação

A casa retratada na série ainda existe? Quando comecei a ganhar mais dinheiro, quis fazer uma piscina, dar uma reformada. Mas o engenheiro desenganou. Aí, construímos uma casa nova nos fundos dessa. Hoje, temos a “casa pobre” e a “casa rica”. O fogão da pobre é melhor, de duas bocas. O da rica é aquelas bostas de indução. Quando tem uma feijoada, um almoção, todo mundo come na casa pobre e vai se banhar na casa rica.

E a cerca, ainda dá choque? Cada vez menos. Quando chove, o choque fica mais forte. Com o dinheiro que eles ganharam com a série, colocaram portão elétrico. Então, a gente nem precisa mais tocar na cerca.

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