Um novo livro resgata a história de Nora Ney, a cantora que imortalizou o clássico 'Ninguém me ama' e que enfrentou uma tentativa de feminicídio. A artista, que também gravou o primeiro rock lançado no Brasil, teve uma vida marcada pela militância política e pela perseguição após o golpe de 1964.
Pioneirismo musical e política
Nora Ney foi uma das primeiras vozes do samba-canção e também uma pioneira ao registrar a primeira gravação de Tom Jobim, em 1954, com a música 'Solidão', parceria com Alcides Fernandes. Além do sucesso artístico, a cantora era filiada ao Partido Comunista e chegou a se apresentar na União Soviética.
Após se unir ao cantor Jorge Goulart, Nora Ney intensificou sua militância de esquerda. Isso a levou a ser demitida da Rádio Nacional logo após o golpe militar de 1964, sendo obrigada a se exilar. O livro detalha esses episódios e também o drama pessoal da cantora, que sobreviveu a uma tentativa de homicídio por parte de um ex-companheiro.
Legado e memória
A obra recupera documentos históricos, como o processo criminal da tentativa de feminicídio, e mostra como Nora Ney enfrentou as adversidades com coragem. Sua trajetória é um testemunho da interseção entre arte e política no Brasil do século XX.
O livro está disponível para assinantes e promete ser uma leitura essencial para quem deseja conhecer mais sobre a história da música brasileira e a luta das mulheres artistas.



