A peça 'Viva a Vida', criação de Regina Casé e Estevão Ciavatta, propõe uma reflexão profunda sobre a suposta superioridade humana em relação às outras formas de vida. O espetáculo questiona a hierarquia inventada que coloca os seres humanos no topo, instigando o público a repensar a coexistência com a tecnologia e a natureza.
Crítica à pressa moderna e à hierarquia inventada
Em cena, a obra critica a pressa da vida contemporânea e a ideia de que uma vida vale mais que outra, como afirma Luana Génot em sua coluna. 'Há quem ainda ache normal dizer que uma vida vale mais que outra', destaca a ativista. A peça convida a desacelerar e a valorizar a sabedoria ancestral, em harmonia com a ciência e a tecnologia.
Reconexão com o meio ambiente
O espetáculo enfatiza a importância de reconectar-se com o meio ambiente, mostrando que a natureza não é um recurso a ser explorado, mas um sistema do qual fazemos parte. A diretora e o diretor utilizam elementos cênicos e narrativos para ilustrar como a tecnologia pode ser uma aliada nesse processo, desde que usada com consciência.
Com uma abordagem poética e crítica, 'Viva a Vida' se apresenta como um chamado à reflexão sobre o lugar do ser humano no planeta. A peça sugere que a verdadeira evolução está em reconhecer nossa interdependência com todas as formas de vida e em adotar uma postura mais humilde e integrada.



