Equador inova ao permitir pets como testemunhas em casamentos civis
O Equador tornou-se pioneiro na América Latina ao permitir que cães e gatos atuem como testemunhas simbólicas em casamentos civis. A iniciativa, implementada pelo Registro Civil do país, já atraiu mais de 50 casais desde maio de 2026, segundo informações oficiais. Embora a presença dos animais não tenha validade jurídica, a medida tem forte apelo emocional e reflete mudanças nas estruturas familiares modernas.
Primeiro caso emblemático em Quito
Na capital Quito, o casal Diana Tupiza e Andrés Alquinga celebrou a união com a participação especial de Luna, uma cadela da raça Pequinês. Durante a cerimônia no cartório central de registro civil, Luna deixou a impressão de sua pata em uma certidão simbólica, ao lado das assinaturas dos noivos e das testemunhas humanas. "Luna é parte da nossa família, não fazia sentido excluí-la de um momento tão importante", declarou Diana Tupiza à imprensa local.
Registro Civil apoia a modernização
O Registro Civil equatoriano apoia a prática como uma resposta às novas configurações familiares, onde os animais de estimação são considerados membros do núcleo familiar. "Estamos reconhecendo o vínculo afetivo que as pessoas têm com seus pets. É uma forma de tornar o casamento mais inclusivo e personalizado", afirmou um porta-voz do órgão. A medida, no entanto, não altera os requisitos legais do casamento civil, que continua exigindo testemunhas humanas para validade jurídica.
Contexto latino-americano
Enquanto o Equador sai na frente, a maioria dos países latino-americanos ainda restringe a participação de animais em cerimônias oficiais. No Brasil, por exemplo, não há previsão legal para testemunhas não humanas em casamentos civis. A inovação equatoriana pode inspirar debates sobre o papel dos animais de estimação na vida familiar e jurídica da região.



