Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e cotada para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro ao Senado, propõe um ajuste fiscal de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) com envolvimento dos três Poderes. Em entrevista ao jornal O Globo, ela detalhou suas ideias econômicas, que incluem transformar a Caixa no 'Itaú da favela' e focar cortes em privilégios, sem afetar programas sociais como o Bolsa Família.
Proposta de ajuste fiscal e reestruturação estatal
Marques defende que o ajuste de 1,5% do PIB seja alcançado por meio da redução de gastos públicos, especialmente com privilégios de servidores e reestruturação de estatais. 'Precisamos cortar na carne, mas sem prejudicar quem mais precisa. O foco são os privilégios, não os programas sociais', afirmou. A proposta envolveria os Executivo, Legislativo e Judiciário, em um esforço conjunto para equilibrar as contas públicas.
Caixa como 'Itaú da favela'
A ex-presidente da Caixa também defendeu a transformação do banco estatal em uma instituição mais voltada ao empreendedorismo popular, comparando-a ao 'Itaú da favela'. 'A Caixa tem potencial para ser o banco dos pequenos negócios, dos empreendedores das periferias. Queremos fomentar o crédito e a inclusão financeira', disse. Ela ressaltou que a Caixa já possui capilaridade e pode ampliar o acesso ao crédito para microempreendedores.
Reações e contexto político
As declarações de Marques ocorrem em meio à especulação sobre sua participação na chapa de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta de ajuste fiscal com corte de privilégios busca atrair tanto o eleitorado conservador quanto setores mais liberais da economia. No entanto, especialistas apontam desafios para implementar cortes que envolvam os três Poderes, dado o histórico de resistência a reduções de benefícios.



