Reflexão sobre mulheres barbadas no circo e padrões de beleza
Mulheres barbadas no circo e padrões de beleza

Será que o pavor da mulher barbada do circo era um medo oculto de me transformar em homem? Essa pergunta acompanha a reflexão da colunista Martha Medeiros, que mergulha em memórias de infância e figuras históricas para discutir padrões de beleza e identidade.

O medo da mulher barbada

A autora recorda o temor que sentia ao ver mulheres barbadas no circo, como Jane Barnell, conhecida como Lady Olga. Ela questiona se esse medo não era, na verdade, o receio inconsciente de perder sua feminilidade e se tornar masculina. A repulsa ia além do espetáculo: até o bigode de Frida Kahlo, ícone de resistência, causava-lhe estranhamento, mesmo sabendo que a artista desafiava os padrões europeus de beleza.

Hirsutismo e quebra de padrões

O hirsutismo, condição que causa crescimento excessivo de pelos, é um tema central. A autora destaca como mulheres como Frida Kahlo usaram sua aparência para subverter normas. Com humor, ela pondera sobre os sinais do envelhecimento e a busca por autenticidade. Curiosamente, ela observa que homens com barbas são vistos como charmosos, enquanto mulheres com pelos faciais são estigmatizadas.

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Entre o circo e a vida real

Martha Medeiros brinca com a ideia de se juntar ao circo, aceitando sua própria jornada de envelhecimento e pelos indesejados. A reflexão termina com uma aceitação bem-humorada: talvez todos tenhamos um pouco de mulher barbada dentro de nós, prontos para desafiar convenções.

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