FliSamba 5ª edição celebra samba e cultura negra no Rio
FliSamba 5ª edição celebra samba e cultura negra

A Festa do Samba e Resistência Cultural (FliSamba) realiza sua quinta edição neste sábado, na Casa Savana, na Rua Camerino, no Centro do Rio de Janeiro. O evento, gratuito e aberto ao público, reúne shows, debates, homenagens, lançamento de livro e feira de empreendedorismo, consolidando-se como um dos principais encontros de valorização do samba como patrimônio cultural brasileiro.

Programação diversificada a partir das 14h

O início está programado para as 14h, com a participação de importantes nomes da música, da literatura e das artes plásticas, como o pintor Sérgio Vidal. Um dos destaques será a entrega do Troféu FliSamba, que nesta edição homenageia a cantora e compositora Teresa Cristina, o sambista Antônio Candeia Filho (in memoriam), representado por sua filha Selma Candeia, e o produtor musical Milton Manhães. Essas personalidades ajudaram a construir e difundir o legado do samba e da cultura afro-brasileira.

Rodas de conversa e lançamentos literários

A programação contará com duas rodas de conversa. A primeira, "Arte carnavalesca: origens, história e tradições na cidade do Rio de Janeiro", reúne a professora Helena Theodoro e o carnavalesco Milton Cunha, com mediação da jornalista Lica Oliveira. Em seguida, a mesa "Homens e mulheres do samba - histórias que não se apagam" traz a cantora Teresa Cristina e o jornalista Marcos Salles, com mediação de Carlos Alberto Medeiros.

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Outro destaque será o lançamento do livro "Perverso", de Cizinho Afreeka, e o relançamento da obra "Todo Preto", do poeta Ele Semog.

Música e empreendedorismo

Na parte musical, a FliSamba recebe o grupo Terreiro de Crioulo e a cantora Marina Iris. A programação inclui ainda discotecagem com DJ e uma feira de empreendedorismo reunindo expositores de livros, artesanato e produtos ligados à economia criativa.

Trajetória e expansão do evento

Criada em 2016 pelo Instituto Cultural Cultne, a FliSamba chega à sua quinta edição reafirmando o compromisso com a preservação da memória, a valorização das culturas de matriz africana e a formação de novos públicos. Neste ano, pela primeira vez, o evento foi ampliado com um ciclo de oficinas formativas realizado entre junho e agosto, culminando na grande festa de encerramento.

— A FliSamba nasceu para celebrar o samba como produção de conhecimento, memória e resistência. Chegar à quinta edição reunindo artistas, pesquisadores, escritores e o público na Pequena África é reafirmar a potência da nossa cultura e a importância de preservar esse legado para as próximas gerações — destaca Dom Filó, diretor da Cultne e um dos idealizadores do evento.

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