O turista holandês Mark Lensink morreu durante um passeio de barco nas Cataratas do Iguaçu, após uma onda gigante atingir a embarcação. Sobreviventes do acidente contam que ele salvou a cunhada antes de ser arrastado pelas águas, e relatam falhas de segurança no passeio, incluindo um colete salva-vidas que afundava.
O acidente e o resgate dramático
Segundo relatos de sobreviventes publicados nas redes sociais, o barco em que o grupo estava foi surpreendido por uma onda de proporções excepcionais durante o circuito tradicional das Cataratas. A embarcação chegou a virar ou ficar muito próxima de virar, lançando vários passageiros na água. No meio do caos, Mark Lensink teria agido rapidamente para empurrar a cunhada para um local seguro, mas acabou sendo levado pela correnteza.
O resgate foi descrito como dramático por testemunhas. Equipes de segurança do parque e outros turistas tentaram alcançar o holandês, mas ele já estava inconsciente quando foi retirado da água. Apesar das manobras de reanimação, ele não resistiu. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Foz do Iguaçu, conforme a polícia local.
Falhas de segurança apontadas pelos sobreviventes
Os relatos destacam, além da força da natureza, possíveis problemas estruturais na operação. Uma das principais queixas é a qualidade do colete salva-vidas distribuído aos passageiros. Uma sobrevivente afirmou que o equipamento parecia velho e não flutuava adequadamente, o que dificultou a flutuação de algumas pessoas e agravou o pânico durante o incidente.
Outra falha mencionada seria a falta de um briefing de segurança antes do embarque. Os turistas relatam que não receberam instruções claras sobre como agir em caso de virada da embarcação, nem sobre o uso correto dos coletes. A empresa responsável pelo passeio ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.
Comoção e críticas nas redes sociais
A morte de Mark Lensink gerou grande comoção entre amigos e familiares, que usaram as redes sociais para prestar homenagens. Muitas mensagens destacam o heroísmo do holandês, que não hesitou em salvar a cunhada. A imagem do turista, reproduzida em perfis públicos, circulou amplamente e reacendeu o debate sobre a segurança dos passeios radicais nas Cataratas.
Até o momento, as autoridades locais não informaram se o passeio foi suspenso temporariamente para investigação. A Polícia Civil de Foz do Iguaçu abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente, incluindo a manutenção dos equipamentos e o cumprimento das normas de segurança pela operadora.
O histórico do passeio e alertas
O passeio de barco pelas Cataratas do Iguaçu é um dos atrativos mais procurados da região, famoso pela aproximação das quedas d'água. A atividade é considerada de risco controlado, mas eventos climáticos adversos podem aumentar o volume de água e criar ondas maiores que o normal. Especialistas em segurança turística recomendam que empresas do setor monitorem as condições hidrológicas e interrompam operações quando houver alertas de cheias.
O acidente ocorre em um contexto de aumento do turismo na região, o que reforça a necessidade de fiscalização rigorosa. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis e o Ministério do Turismo ainda não emitiram notas oficiais. A expectativa é que o laudo pericial detalhe se houve negligência ou se o episódio foi uma fatalidade provocada por fenômeno natural extraordinário.
O legado de Mark Lensink
Mark Lensink estava em viagem de lazer com a família e havia escolhido o Brasil como destino. Sua atitude heroica, salvando a cunhada antes de ser engolido pelas águas, é o ponto mais emocionante dos relatos. A família, em nota, pediu respeito ao luto e agradeceu as mensagens de apoio. A comunidade holandesa em Foz do Iguaçu e turistas presentes no momento do resgate prestaram solidariedade.
O caso serviu como alerta para que outros turistas e operadoras revisem protocolos de segurança. A morte de Mark levanta questionamentos sobre a eficácia dos equipamentos de proteção individual em águas turbulentas e sobre a preparação das equipes para situações extremas. Este trágico episódio, portanto, não deve ser esquecido, mas sim transformado em aprendizado para evitar novas vítimas.



