O Fundo Geral de Turismo (Fungetur) anunciou a liberação de R$ 826 milhões para apoiar o turismo brasileiro, um dos setores mais afetados pela pandemia. Os recursos serão destinados a projetos de infraestrutura, capacitação profissional e promoção de destinos turísticos em todo o país.
Detalhes do financiamento
De acordo com o Ministério do Turismo, os R$ 826 milhões serão distribuídos por meio de linhas de crédito especiais, com taxas de juros reduzidas e prazos estendidos. O objetivo é incentivar pequenos e médios empresários do setor a investir em melhorias e inovações.
O ministro do Turismo, Carlos Brito, destacou a importância do Fungetur: "Este recurso é fundamental para retomarmos o crescimento do turismo no Brasil. Estamos falando de geração de empregos e renda para milhões de brasileiros."
Impacto econômico
O setor de turismo representa cerca de 8% do PIB brasileiro e emprega diretamente mais de 7 milhões de pessoas. Com a injeção de R$ 826 milhões, espera-se um aumento significativo na movimentação de turistas nacionais e internacionais.
Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a expectativa é que o turismo cresça 15% neste ano, impulsionado pelos investimentos do Fungetur. "Estamos otimistas com o futuro do setor", afirmou o presidente da CNC, José Roberto Tadros.
Projetos contemplados
Os recursos do Fungetur serão aplicados em diversas áreas, como construção e reforma de hotéis, capacitação de guias turísticos, criação de roteiros sustentáveis e modernização de aeroportos regionais. Estados como Bahia, Pernambuco e Amazonas estão entre os principais beneficiados.
O secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, comemorou: "Este investimento chega em boa hora. Vamos poder ampliar nossa infraestrutura e atrair mais visitantes para nossas praias e cidades históricas."
Condições de financiamento
As linhas de crédito do Fungetur oferecem carência de até 24 meses e prazo total de pagamento de até 10 anos. As taxas de juros variam de 6% a 8% ao ano, bem abaixo das praticadas pelo mercado. Empresas de todos os portes podem se candidatar, desde que apresentem projetos viáveis e alinhados com as metas do Plano Nacional de Turismo.
Para o economista Paulo Gala, da FGV, a iniciativa é acertada: "O turismo tem enorme potencial de gerar empregos rápidos e de baixa qualificação. Investir agora é garantir uma recuperação mais sólida."



