6 cidades europeias com canais encantadores além de Amsterdã e Veneza
6 cidades europeias com canais além de Amsterdã e Veneza

Amsterdã e Veneza são os nomes mais famosos quando o assunto são cidades europeias cortadas por canais. A capital holandesa construiu sua rede de vias aquáticas no século 17, enquanto a cidade italiana já era um polo de canais muito antes disso. Hoje, gôndolas e barcos a vapor transportam dezenas de milhões de turistas por ano, e ambas lutam contra o turismo de massa. Mas a Europa reserva outras joias canais afora, igualmente belas e menos lotadas. Aqui estão seis delas, com características próprias e histórias fascinantes.

Haarlem: a mini Amsterdã a 20 minutos de trem

Pegue um trem em Amsterdã e, em apenas 20 minutos, você desembarca em Haarlem, uma cidade holandesa que parece uma versão em miniatura da capital. A rede de canais é perfeita para passeios de barco, as casas do século 17 são de tirar o fôlego e os museus abrigam obras de mestres holandeses. A diferença? Muito menos multidões, o que permite explorar com calma.

No bairro de Gouden Straatjes, pequenas boutiques locais convidam a compras sem pressa. Os pátios escondidos, chamados hofjes, são verdadeiros refúgios de tranquilidade. O Museu Frans Hals guarda a maior coleção do pintor barroco. Mas o melhor de Haarlem é visto de dentro d'água: navegar ao lado de um moinho de vento histórico e do Amsterdamse Poort, o antigo portão da cidade, é uma experiência única.

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Ghent: a joia belga que fica esquecida ao lado de Bruges

Bruges rouba a cena na Bélgica, mas Ghent, a apenas 30 minutos de trem, é igualmente encantadora e muito menos explorada. Situada às margens do Rio Escalda e do afluente Leie, a cidade é compacta e quase totalmente livre de carros, ideal para caminhadas. Com cerca de 1.400 anos de história, Ghent oferece o castelo medieval Gravensteen e três beguinages, pátios que abrigavam mulheres dedicadas à fé sem votos monásticos.

Apesar da antiguidade, Ghent é surpreendentemente moderna. É pioneira em arte de rua, com murais espalhados pela cidade, e possui uma excelente cena de lojas vintage. Os canais, pontilhados de barcos, criam um cenário pitoresco que mistura passado e presente.

Aveiro: a "Veneza portuguesa" com identidade própria

Na costa de Portugal, Aveiro é frequentemente apelidada de "Veneza portuguesa". Os canais cortam o centro da cidade e os barcos coloridos chamados moliceiros, que antes serviam para colher algas marinhas, agora fazem passeios turísticos. Mas as semelhanças param por aí.

A arquitetura art nouveau domina a paisagem, com linhas curvas, fachadas decorativas e azulejos tradicionais, especialmente visíveis na estação de trem. No mercado de peixe central, dá para ver o pescado do dia. Nas proximidades, a Praia da Costa Nova exibe casas listradas e coloridas à beira-mar. E não deixe de provar os ovos moles, doces à base de gemas e açúcar, a especialidade local.

Hamburgo: uma metrópole alemã moldada pela água

Com o Rio Elba, o afluente Alster e uma extensa rede de canais, Hamburgo é um paraíso para quem ama vias navegáveis. A segunda maior cidade da Alemanha também é um polo cultural. A Elbphilharmonie, sala de concertos com fachada ondulante que parece fluir com o rio, celebrará seu 10º aniversário em janeiro de 2027. O distrito de armazéns Speicherstadt, que já foi um centro comercial global, hoje integra o Patrimônio Mundial da Unesco.

Para explorar a cidade, um passeio guiado de barco pelo porto é clássico. Uma alternativa econômica é a balsa nº 62, que em meia hora visita os principais pontos turísticos da orla. Em terra, a imponente Prefeitura e a Kunsthalle, com mais de 700 anos de arte europeia, são paradas obrigatórias.

Estrasburgo: um cruzar de culturas entre França e Alemanha

Estrasburgo foi disputada por franceses e alemães ao longo dos séculos, o que lhe rendeu uma herança cultural rica e diversa. O coração é a Grande Île, uma ilha entre dois braços do Rio Ill, repleta de ruas de paralelepípedos e dominada pela Catedral de Estrasburgo, obra-prima do gótico medieval.

A oeste, o distrito de Petite France é tão pitoresco que parece cenário de conto de fadas. Casas de enxaimel dos séculos 16 e 17 ladeiam canais sinuosos — na verdade, braços do próprio Rio Ill. Os telhados inclinados e as flores nas janelas completam um quadro deslumbrante, perfeito para caminhadas românticas.

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Livorno: a surpresa toscana no litoral

A Toscana atrai milhões de turistas todos os anos, mas Livorno, a apenas 1h20 de trem de Florença, permanece fora do radar. Essa cidade portuária tem seus próprios canais, que já serviam para o comércio no Renascimento. O calçadão Terrazza Mascagni, com seu piso preto e branco, é um convite ao passeio à beira-mar.

Do alto, o Santuário de Montenero, acessível por um funicular histórico, oferece vistas panorâmicas da costa. Livorno também carrega uma história de resistência: na década de 1920, seus bairros operários foram centros de oposição ao fascismo. É uma cidade com alma, cultura e muito charme aquático, sem as hordas de turistas de outras partes da Itália.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial, conforme a Política de IA do Estadão. As informações originais são do The New York Times Company.