Prévia do PIB avança 0,10% em maio e supera expectativas do mercado
Prévia do PIB sobe 0,10% em maio e supera expectativas

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,10% em maio na comparação com abril, superando as expectativas do mercado, que projetava estabilidade ou leve queda. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Banco Central.

Resultado acima do esperado

O avanço de 0,10% veio melhor do que a mediana das projeções de analistas consultados pela Reuters, que apontava para uma variação negativa de 0,05%. Na comparação com maio de 2024, o IBC-Br acumula alta de 2,3%, e no acumulado em 12 meses, o indicador mostra crescimento de 1,8%.

O resultado surpreendeu positivamente, sinalizando que a atividade econômica brasileira mantém certo dinamismo mesmo em um cenário de juros elevados (Selic a 14,25% ao ano) e incertezas fiscais. O IBC-Br é um indicador mensal que antecipa o comportamento do PIB, incorporando informações de produção industrial, serviços, agropecuária e arrecadação de impostos.

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Impacto para o PIB do segundo trimestre

O dado de maio, somado ao resultado de abril (que mostrou queda de 0,3% na série com ajuste sazonal), sugere que o PIB do segundo trimestre deve apresentar crescimento moderado. Economistas do mercado financeiro projetam alta de 0,2% a 0,4% no período, após o PIB ter crescido 1,1% no primeiro trimestre de 2025.

Segundo o Banco Central, o IBC-Br de maio foi influenciado pelo desempenho positivo do setor de serviços, que responde por cerca de 70% do PIB, e pela recuperação da indústria extrativa. Por outro lado, a agropecuária ainda enfrenta desafios climáticos, mas com impactos menos severos do que em meses anteriores.

Reação do mercado

O mercado financeiro reagiu de forma cautelosa ao dado. O Ibovespa operava em leve alta no início da manhã, enquanto o dólar comercial apresentava estabilidade, cotado a R$ 5,45. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 recuava ligeiramente, indicando que investidores ainda avaliam os próximos passos da política monetária.

Para o economista-chefe de uma corretora, o resultado do IBC-Br “mostra que a economia não está tão fraca quanto se temia, mas também não há sinais de aquecimento exagerado que justifiquem alta da Selic”. Ele destacou que o Banco Central deve manter o ritmo de cortes de juros gradual, iniciado em agosto.

Perspectivas

O governo federal comemorou o dado, mas ressaltou que é preciso continuar avançando em reformas estruturais para garantir crescimento sustentável. O Ministério da Fazenda reiterou a projeção de PIB de 2,5% para 2025, apesar de analistas privados estimarem expansão menor, em torno de 2,0%.

O IBC-Br de junho será divulgado em 15 de agosto, já após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá sobre a nova taxa Selic. A expectativa é de que o Banco Central reduza os juros em 0,50 ponto percentual, para 13,75% ao ano, caso a inflação continue comportada.

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