EUA cobiçam setor químico e terras raras, diz ministro
EUA cobiçam setor químico e terras raras, afirma ministro

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, declarou nesta quinta-feira (17) que os Estados Unidos demonstraram forte interesse no setor químico e em terras raras do Brasil. A afirmação foi feita durante evento em Brasília, onde o ministro destacou a importância estratégica desses recursos para a indústria de alta tecnologia.

Interesse americano em recursos estratégicos

Segundo Albuquerque, representantes do governo americano já sinalizaram a intenção de estabelecer parcerias para exploração e processamento de minerais como lítio, cobalto e terras raras. “Os EUA veem o Brasil como um parceiro confiável para diversificar sua cadeia de suprimentos desses materiais críticos”, afirmou o ministro.

O Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, estimadas em 21 milhões de toneladas, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS). Atualmente, a China domina a produção global, com cerca de 60% do mercado.

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Setor químico brasileiro em destaque

Além dos minerais estratégicos, o ministro mencionou que o setor químico brasileiro também atrai o interesse americano. “Temos capacidade instalada e matéria-prima abundante, o que nos coloca em posição privilegiada para atender à demanda dos EUA por insumos químicos”, explicou.

Dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) indicam que o Brasil é o sexto maior produtor químico do mundo, com faturamento de US$ 120 bilhões em 2025. A expectativa é que parcerias com os EUA possam impulsionar ainda mais o setor.

Impactos econômicos e geopolíticos

A aproximação entre Brasil e EUA nessa área pode reduzir a dependência americana da China e fortalecer a posição brasileira no mercado global. “É uma oportunidade única para o Brasil agregar valor aos seus recursos naturais e gerar empregos qualificados”, destacou Albuquerque.

Especialistas apontam que a exploração de terras raras no Brasil enfrenta desafios ambientais e regulatórios. No entanto, o ministro garantiu que as parcerias serão desenvolvidas com responsabilidade socioambiental. “Vamos seguir os mais altos padrões de sustentabilidade”, prometeu.

A declaração ocorre em meio a negociações bilaterais que incluem visitas de técnicos americanos ao Brasil e missões comerciais. O governo brasileiro espera anunciar acordos concretos nos próximos meses.

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