Petrobras eleva querosene de aviação em 1,9% em agosto
Petrobras eleva QAV em 1,9% a partir de agosto

A Petrobras (PETR3; PETR4) elevou em 1,9% o preço do querosene de aviação (QAV) em suas refinarias a partir deste sábado, 1º de agosto. O aumento corresponde a R$ 0,09 por litro, conforme informou a estatal à Broadcast. A companhia mantém uma política de revisões mensais para esse combustível, que é essencial para o setor de transporte aéreo.

O reajuste interrompe uma sequência de quedas registradas nos dois meses anteriores. Em julho, a redução havia sido de 14,4%, equivalente a uma queda de R$ 0,81 por litro. Já em junho, o QAV ficou 14,2% mais barato, e os clientes puderam parcelar o pagamento, assim como ocorreu no mês anterior.

Histórico recente de variações

Em abril, no auge da escalada do conflito no Oriente Médio, a Petrobras aplicou um aumento expressivo de 54,63% no QAV, também permitindo que o reajuste fosse parcelado para os clientes. Essa medida foi mantida nas revisões seguintes como forma de suavizar o impacto financeiro sobre distribuidoras e companhias aéreas.

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Os dados mostram a volatilidade do mercado de combustíveis de aviação no Brasil, que acompanha as oscilações internacionais do petróleo e as condições geopolíticas globais. A decisão de agosto de subir o preço em 1,9% reflete uma acomodação após as fortes quedas de junho e julho, mas ainda representa um alívio pequeno para o setor quando comparado ao pico de abril.

O que diz a Petrobras

Em nota, a Petrobras explicou como funciona a comercialização do produto. “A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado exclusivamente para as distribuidoras, que são responsáveis pelo transporte e pela comercialização do produto para as empresas de transporte aéreo e demais consumidores finais nos aeroportos, bem como pelas instalações aeroportuárias e pelos serviços de abastecimento”, disse a empresa.

A estatal ressaltou ainda que o preço final ao consumidor pode variar conforme a atuação das distribuidoras, que respondem pela logística e pelo abastecimento nos aeroportos. Assim, o reajuste anunciado pela Petrobras não é necessariamente repassado na mesma proporção para as passagens aéreas, pois depende de outros elos da cadeia.

Contexto internacional e Opep+

O movimento da Petrobras ocorre em meio a decisões relevantes no mercado global de petróleo. Nesta semana, a Opep+ acertou um aumento de 188 mil barris por dia na produção de petróleo para setembro, conforme anunciado pelo grupo. A medida pode influenciar os preços internacionais da commodity e, por consequência, os combustíveis derivados no Brasil, incluindo o QAV.

Analistas acompanham ainda os efeitos da instabilidade no Oriente Médio sobre as cotações do petróleo. Apesar do aumento de produção decidido pela Opep+, o mercado continua sensível a interrupções no fornecimento, o que pode levar a novas flutuações nos preços nas próximas semanas.

Impacto no setor aéreo e para o consumidor

O querosene de aviação representa um dos maiores custos operacionais das companhias aéreas. Variações no preço do QAV afetam diretamente a estrutura de custos das empresas e, em muitos casos, são repassadas ao valor das passagens. Por outro lado, reduções no combustível podem abrir espaço para tarifas mais competitivas.

No cenário atual, o aumento de 1,9% é considerado moderado, especialmente se comparado à alta de 54,63% registrada em abril. Ainda assim, o setor aéreo permanece em alerta devido à imprevisibilidade do mercado internacional. Para o passageiro, o impacto deve ser pequeno no curto prazo, mas a trajetória dos preços nos próximos meses será determinante para o custo das viagens.

Política de preços da Petrobras

A Petrobras adota revisões mensais para o QAV, buscando alinhar os preços domésticos à dinâmica internacional. Essa prática dá mais previsibilidade às distribuidoras, mas também expõe o mercado brasileiro às oscilações cambiais e às mudanças nas cotações do petróleo.

Especialistas destacam que a política de parcelamento dos reajustes, adotada em momentos de variação extrema, ajuda a diluir o impacto para as empresas de aviação. No entanto, a manutenção dessa medida depende das condições de mercado e das diretrizes da companhia.

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Resumo das últimas variações do QAV

  • Abril: aumento de 54,63%, com parcelamento do reajuste.
  • Junho: redução de 14,2%, com possibilidade de parcelamento.
  • Julho: queda de 14,4%, ou R$ 0,81 por litro.
  • Agosto: alta de 1,9%, ou R$ 0,09 por litro.

A Petrobras informou que continuará monitorando o mercado internacional e poderá fazer novos ajustes no próximo mês, conforme sua política de revisão periódica dos preços dos combustíveis. O cenário segue dependente das decisões da Opep+, da evolução dos conflitos geopolíticos e do comportamento da economia global.