XP vê juro real acima de 8% e recomenda comprar ações no Brasil
XP vê juro real acima de 8% e recomenda ações

A XP Investimentos afirma que o juro real brasileiro, atualmente acima de 8%, cria um cenário favorável para a compra de ações na Bolsa de Valores. A corretora divulgou relatório nesta semana explicando os motivos pelos quais enxerga oportunidades no mercado acionário doméstico, apesar do ambiente de juros elevados.

Por que o juro real alto pode ser bom para ações?

Em relatório assinado pela equipe de estratégia da XP, os analistas destacam que o juro real elevado, medido pelo IPCA, tende a comprimir múltiplos das empresas, mas também sinaliza que a política monetária está apertada o suficiente para conter a inflação. Historicamente, quando a Selic real supera 8%, a bolsa brasileira apresenta retorno esperado maior nos 12 meses seguintes, segundo dados compilados pela própria corretora.

“Com juro real em patamares tão altos, a renda fixa fica muito atraente, mas as ações também passam a oferecer prêmio de risco relevante. Para o investidor com horizonte longo, é um bom momento para construir posição”, afirma a equipe.

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Recomendações da XP para a B3

A XP indica papéis de empresas com forte geração de caixa e baixo endividamento, como forma de se proteger em um cenário de juros ainda elevados. Entre os setores preferidos estão bancos, utilidades e empresas de consumo básico. A corretora também recomenda cautela com companhias cíclicas e alavancadas, que sofrem mais com o custo do capital.

O relatório ainda ressalta que a bolsa brasileira está descontada em relação à média histórica, com o Ibovespa negociando a cerca de 10 vezes os lucros projetados para os próximos 12 meses, contra uma média de 12 vezes dos últimos cinco anos.

Impacto para o investidor

Para o investidor pessoa física, a recomendação é diversificar a carteira, combinando renda fixa e ações, aproveitando o prêmio de risco oferecido pela bolsa. A XP lembra que, apesar do cenário desafiador, o Brasil segue com fundamentos macroeconômicos que podem surpreender positivamente, especialmente se houver queda da inflação e da Selic no segundo semestre.

O documento conclui que, mesmo com a taxa básica em dois dígitos, a bolsa pode ser uma alternativa para quem busca retornos superiores no longo prazo, desde que com paciência e seletividade.

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