A XP Investimentos recomenda a compra de ações no Brasil, mesmo com o juro real acima de 8%, e explica os motivos para essa visão otimista. Segundo a corretora, o cenário de taxas elevadas não impede a existência de boas oportunidades, especialmente em setores domésticos e Small Caps.
Por que o juro real alto não afasta a XP da Bolsa
A XP argumenta que, apesar do juro real em patamar elevado, a Bolsa brasileira apresenta valuations atrativos em diversos segmentos. A corretora destaca que empresas com forte geração de caixa e baixo endividamento podem se beneficiar mesmo em um ambiente de juros altos.
Além disso, a XP ressalta que o investidor deve olhar para o longo prazo, e que a atual taxa de juros pode ser vista como uma oportunidade para comprar ativos descontados. A recomendação é focar em empresas com fundamentos sólidos e potencial de crescimento.
Encore aposta na “terceira onda” da B3
A gestora Encore, por sua vez, aposta em ações como Smart Fit, Nubank e Localiza para a chamada “terceira onda” da B3. Segundo a gestora, essas empresas representam tendências de consumo e tecnologia que devem se consolidar nos próximos anos.
A Encore acredita que o mercado brasileiro está passando por uma transformação, com novas empresas listadas e setores emergentes ganhando relevância. A aposta é que essas companhias tenham crescimento acima da média do mercado.
Agenda de balanços e projeções do Focus
Nesta semana, grandes empresas como Bradesco, Itaú e Petrobras divulgam seus balanços trimestrais. O mercado estará atento aos números, especialmente em relação à margem e à inadimplência no setor bancário, e à produção e preços no caso da Petrobras.
O relatório Focus, do Banco Central, indica que o mercado reduziu a projeção de inflação para o ano e cortou a estimativa da Selic para 13,75%. Essa revisão reflete a expectativa de que o ciclo de aperto monetário possa ser mais brando do que o previsto anteriormente.
Impacto nos investimentos
Para o investidor, a combinação de juros altos com oportunidades na Bolsa pode ser interessante, mas exige cautela. A XP sugere diversificação e foco em empresas resilientes. Já a Encore destaca que a “terceira onda” pode trazer retornos expressivos, mas com maior volatilidade.
Em resumo, a visão das instituições é de que, apesar do cenário macroeconômico desafiador, há espaço para ganhos na Bolsa brasileira, desde que o investidor seja seletivo e tenha horizonte de longo prazo.



