XP: juro real acima de 8% justifica compra de ações no Brasil
XP: juro real acima de 8% justifica compra de ações

A XP Investimentos avalia que o juro real brasileiro, atualmente acima de 8% ao ano, não inviabiliza a compra de ações no país. Pelo contrário, a corretora argumenta que há boas oportunidades para investidores de longo prazo, mesmo com a Selic elevada e a expectativa de cortes apenas no próximo ano. A análise foi divulgada em relatório enviado a clientes nesta semana.

Por que o juro alto não afasta da renda variável

Segundo a XP, o juro real de 8% ou mais é um dos mais altos do mundo, o que poderia indicar que a renda fixa é mais atraente. No entanto, a corretora ressalta que a bolsa brasileira está descontada, com múltiplos abaixo da média histórica, e que muitas empresas têm mostrado resiliência nos lucros. Além disso, a inflação em queda e a possível flexibilização da política monetária em 2025 podem impulsionar os ativos de risco.

“Enxergamos um cenário em que o investidor é remunerado para esperar, com dividendos e crescimento de lucros, enquanto a renda fixa paga bem no curto prazo, mas com menor potencial de valorização”, afirma a equipe de estratégia da XP, em trecho do relatório.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Apostas da Encore para a “terceira onda” da B3

Em outra frente, a gestora Encore, conhecida por sua abordagem de investimento em small caps, revelou suas apostas para a “terceira onda” da B3. Entre os nomes citados estão Smart Fit, Nubank e Localiza. A tese é que essas empresas têm forte potencial de crescimento, operam em setores com barreiras de entrada e estão bem posicionadas para se beneficiar da retomada econômica.

Smart Fit, por exemplo, continua sua expansão agressiva no Brasil e na América Latina, enquanto Nubank solidifica sua posição no setor financeiro digital, e Localiza se beneficia da demanda por mobilidade e da consolidação do mercado de aluguel de carros.

Contexto macro e impactos para o investidor

O cenário macro ainda é desafiador, com o Banco Central sinalizando manutenção da Selic em 13,75% por um período prolongado. O mercado, no entanto, já projeta cortes para o segundo semestre, o que pode dar suporte à bolsa. A XP recomenda que investidores mantenham uma carteira diversificada, com exposição tanto a renda fixa quanto a ações, aproveitando os preços atrativos.

“O momento exige paciência e seletividade, mas as empresas com fundamentos sólidos tendem a gerar retornos acima da média no longo prazo”, conclui o relatório.

Para o investidor que deseja aproveitar essas oportunidades, a XP sugere atenção a setores como consumo, tecnologia e financeiro, que devem liderar o próximo ciclo de alta da bolsa.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar