O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) realizou, na manhã desta segunda-feira (3), uma inspeção no Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente (SP) e constatou uma redução significativa na superlotação que vinha sendo registrada nos últimos dias. Segundo a promotoria, o cenário encontrado foi completamente diferente daquele que motivou a abertura de um procedimento para acompanhar a situação da unidade.
Cenário atual: melhora expressiva
De acordo com o promotor de Justiça Mário Coimbra, há cerca de 15 dias o hospital chegou a ter aproximadamente 60 pacientes acomodados em macas nos corredores. Durante a inspeção desta segunda-feira, apenas duas pessoas aguardavam a realização de exames e não estavam internadas. Essa melhora ocorre após o início da transferência de pacientes do HR para outras unidades de saúde, estratégia anunciada pelo secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, para reduzir a sobrecarga da unidade, que é referência em atendimentos de média e alta complexidade para o Oeste Paulista e também para cidades do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Segundo o promotor, a situação encontrada durante a inspeção demonstra que a crise foi superada neste momento. "Foi superada essa crise. Devemos agradecer o empenho do DRS, que fez uma intervenção pronta e rápida. Hoje, nós encontramos um hospital tranquilo, equipe trabalhando de forma sossegada, sem aquele estresse no pronto-socorro. Isso traz uma tranquilidade", afirmou Mário Coimbra.
Próximos passos: ampliar parcerias
Apesar da melhora, o promotor ressaltou que o momento deve ser aproveitado para ampliar os acordos entre a Secretaria Estadual de Saúde e os hospitais filantrópicos da região, permitindo que casos de média complexidade sejam atendidos em outras unidades e desafoguem o Hospital Regional. "A gente quer aproveitar o empenho da secretaria para que os hospitais regionais e filantrópicos que possam atender a essas demandas de média complexidade na região, nos outros hospitais, deixando o HR livre para as cirurgias de alta complexidade", explicou.
O MP-SP informou que o acompanhamento da situação continuará nos próximos meses. Além de manter o monitoramento do Hospital Regional, a promotoria pretende realizar visitas a outras unidades hospitalares da região para verificar a oferta de leitos e evitar que situações de superlotação voltem a ocorrer. "O Ministério Público fica vigilante. Nosso foco atualmente é a questão das cirurgias, dos leitos hospitalares, para dar suporte a todos os pacientes do SUS da nossa região", afirmou o promotor.
Contexto da crise
A superlotação no HR de Presidente Prudente ganhou destaque após pacientes serem atendidos em corredores, o que motivou a abertura de procedimento pelo MP-SP. A unidade é referência para uma região que abrange cerca de 50 municípios do Oeste Paulista, além de cidades do Paraná e Mato Grosso do Sul. A transferência de pacientes para outras unidades de saúde, coordenada pelo Departamento Regional de Saúde (DRS), foi essencial para aliviar a pressão sobre o hospital.
O promotor Mário Coimbra destacou que a intervenção do DRS foi "pronta e rápida", o que contribuiu para a melhora do cenário. No entanto, ele reforçou que a solução definitiva depende da ampliação da rede de atendimento de média complexidade na região, para que o HR possa se concentrar em cirurgias de alta complexidade.



