XP vê juro real acima de 8% e recomenda comprar ações no Brasil
XP: juro real acima de 8% e recomendação de compra de ações

A XP Investimentos recomenda a compra de ações no Brasil, argumentando que o juro real acima de 8% ao ano torna a renda variável local especialmente atraente. Em relatório enviado a clientes, a corretora destaca que, historicamente, esse nível de taxa real é um forte indicador de retornos futuros elevados para a bolsa brasileira.

Por que o juro real alto favorece as ações?

Segundo a XP, quando o juro real (descontada a inflação) supera 8%, o custo de oportunidade de investir em renda fixa aumenta, mas também eleva o potencial de valorização das ações. Isso ocorre porque as empresas brasileiras tendem a se beneficiar de um ambiente de juros elevados, com margens mais altas em setores como bancos e seguradoras. Além disso, a XP aponta que a bolsa brasileira está descontada em relação à média histórica, com múltiplos atrativos para o investidor de longo prazo.

“O juro real acima de 8% é um dos melhores indicadores para a rentabilidade futura do Ibovespa. Em cenários semelhantes no passado, a bolsa rendeu, em média, mais de 20% ao ano nos 12 meses seguintes”, afirma a equipe de análise da XP, em trecho do relatório.

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“Terceira onda” da B3: Smart Fit, Nubank e Localiza

A Encore, gestora de recursos da XP, também aposta em uma “terceira onda” de alta na B3, com destaque para ações como Smart Fit, Nubank e Localiza. A tese é que essas empresas têm modelos de negócios resilientes, com crescimento acelerado e boa governança, capazes de surfar a retomada econômica mesmo com juros altos.

Smart Fit, por exemplo, vem expandindo sua base de academias e ganhando market share no setor de fitness. Nubank, por sua vez, continua a crescer em receita e clientes, enquanto Localiza se beneficia da demanda por mobilidade e da consolidação do setor de aluguel de carros.

Agenda da semana: balanços de Bradesco, Itaú e Petrobras

Nesta semana, o mercado acompanha a divulgação de resultados trimestrais de grandes empresas, como Bradesco, Itaú e Petrobras. Os balanços são aguardados com expectativa, especialmente em um cenário de juros elevados e inflação sob controle. A XP acredita que os números podem reforçar a tese de que as ações brasileiras estão baratas e com potencial de alta.

Além disso, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostra que o mercado reduziu a projeção de inflação para o ano e cortou a estimativa da Selic para 13,75%. Esse movimento pode dar mais fôlego à bolsa, já que juros menores tendem a favorecer a renda variável.

Impacto para o investidor

Para o investidor pessoa física, a recomendação da XP é clara: aproveitar o momento para montar ou reforçar posições em ações de qualidade, com foco em empresas que se beneficiam do cenário macroeconômico. A corretora sugere uma carteira diversificada, com exposição a setores como bancos, consumo e infraestrutura.

“O momento é de oportunidade, mas é preciso ter disciplina e visão de longo prazo. A renda variável brasileira oferece um prêmio de risco interessante, especialmente para quem consegue suportar a volatilidade de curto prazo”, conclui o relatório da XP.

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