Volume de serviços no Brasil cai 0,4% em maio ante abril, diz IBGE
Volume de serviços no Brasil cai 0,4% em maio ante abril

O volume do setor de serviços no Brasil registrou queda de 0,4% em maio na comparação com abril, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve alta de 0,4%.

Resultado frustra expectativas do mercado

Os números vieram abaixo do esperado pelos analistas. A projeção média de economistas consultados pela Reuters era de alta de 0,1% na base mensal e de avanço de 0,9% frente a maio de 2023. O resultado negativo na margem surpreendeu negativamente, indicando perda de ritmo no setor terciário.

Impacto na atividade econômica

O setor de serviços é um dos principais motores da economia brasileira, representando cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB). A queda mensal de 0,4% sugere desaceleração no consumo de serviços, que vinha mostrando resiliência nos meses anteriores. A alta anual de 0,4%, embora positiva, é modesta e reflete um cenário de juros elevados e endividamento das famílias.

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O IBGE ainda não detalhou os subsetores que mais contribuíram para a retração, mas analistas apontam que serviços prestados às famílias, como bares, restaurantes e hotéis, podem ter sentido o impacto da inflação e da redução da renda disponível. Já os serviços de tecnologia da informação e comunicação podem ter mantido crescimento, sustentados pela digitalização.

Perspectivas para os próximos meses

Para os próximos meses, a expectativa é de que o setor de serviços continue enfrentando desafios, como a manutenção da taxa Selic em patamar elevado e a desaceleração da economia global. O mercado monitora de perto os próximos indicadores de atividade para avaliar se a queda de maio foi pontual ou se representa uma tendência de enfraquecimento.

O IBGE reforçou que os dados são preliminares e que mais informações serão divulgadas em breve. A próxima pesquisa de serviços, referente a junho, sairá em agosto e será crucial para confirmar ou reverter o sinal de desaceleração.

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