Tecnologia provoca correção nos ativos globais
Tecnologia provoca correção nos ativos globais

O mercado financeiro global passou por uma forte correção nesta quinta-feira, puxada pelo setor de tecnologia. O índice Nasdaq, referência das empresas de tecnologia nos Estados Unidos, registrou a maior queda diária em mais de dois anos, recuando 4,5%. O movimento foi motivado por resultados trimestrais abaixo do esperado de grandes empresas do setor, como Apple e Microsoft, que decepcionaram os investidores.

Impacto nos mercados emergentes

A aversão ao risco se espalhou rapidamente para os mercados emergentes. No Brasil, o Ibovespa fechou em forte baixa de 2,3%, aos 118.500 pontos, pressionado principalmente pelas ações de tecnologia e consumo. O dólar comercial subiu 1,8%, cotado a R$ 5,20, refletindo a fuga de capital estrangeiro. Segundo analistas, a correção era esperada após meses de alta impulsionada por inteligência artificial.

Reação dos investidores

“Estamos vendo um movimento de realização de lucros generalizado”, afirmou Pedro Silva, estrategista-chefe do Banco do Brasil. “O mercado estava supervalorizado e os resultados das big techs serviram como gatilho para a correção.” Ele acrescentou que a tendência pode continuar nos próximos dias, dependendo dos dados de inflação nos EUA.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Setores mais afetados

Na Europa, as bolsas também fecharam em queda, com o índice Stoxx 600 recuando 2,1%. Na Ásia, o Nikkei, no Japão, caiu 3,2%, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, perdeu 2,8%. O petróleo tipo Brent recuou 1,5%, para US$ 78 o barril, influenciado pelo temor de desaceleração econômica global.

No mercado de criptomoedas, o bitcoin caiu 6%, para US$ 58 mil, acompanhando o movimento de aversão ao risco. Especialistas recomendam cautela e sugerem diversificação de portfólio para mitigar perdas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar