Schmid: inflação segue foco para definir política monetária do Fed
Schmid: inflação segue foco para política monetária

O presidente do Federal Reserve (Fed) de Kansas City, Jeffrey Schmid, reiterou nesta quarta-feira (16) que a inflação continua sendo o foco principal para determinar o curso apropriado da política monetária nos Estados Unidos. Em discurso preparado para um evento em Omaha, Nebraska, Schmid destacou que, embora tenha havido progresso no combate à alta de preços, o banco central americano precisa de mais evidências de que a inflação está caminhando de forma sustentável em direção à meta de 2%.

Inflação como guia central

“Meu foco continua sendo a inflação ao definir o curso apropriado da política monetária”, afirmou Schmid, segundo o texto divulgado pelo Fed de Kansas City. O dirigente ressaltou que a política monetária precisa permanecer restritiva até que haja confiança de que a inflação está sob controle. “Precisamos ver mais progresso antes de considerar qualquer ajuste na taxa de juros”, completou.

Schmid também mencionou que o mercado de trabalho americano continua robusto, com a taxa de desemprego em níveis historicamente baixos, o que dá ao Fed espaço para manter a cautela. “A economia está em uma posição sólida, o que nos permite ser pacientes e esperar por dados mais consistentes”, disse.

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Perspectivas para os juros

O discurso de Schmid ocorre em um momento em que o Fed sinaliza que pode iniciar um ciclo de cortes nos juros ainda este ano, mas sem pressa. A maioria dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) projeta uma redução da taxa básica em 2026, mas a velocidade e a magnitude dos cortes dependerão da evolução dos indicadores econômicos.

“Ainda não estamos prontos para declarar vitória sobre a inflação”, alertou Schmid. “Precisamos de mais meses de dados favoráveis para ter certeza de que a tendência é duradoura.”

O dirigente evitou dar uma data específica para o primeiro corte nos juros, mas afirmou que o Fed está monitorando de perto os dados de inflação, consumo e mercado de trabalho. “Se a inflação continuar caindo, poderemos começar a normalizar a política monetária gradualmente”, explicou.

Riscos e incertezas

Schmid também destacou os riscos geopolíticos e as incertezas fiscais como fatores que podem influenciar as decisões do Fed. “Eventos globais e a política fiscal doméstica podem afetar as perspectivas de inflação”, disse. “Temos que permanecer vigilantes.”

O presidente do Fed de Kansas City é conhecido por sua postura conservadora em relação à política monetária, defendendo uma abordagem cautelosa para evitar que a inflação volte a acelerar. Ele não tem voto no Fomc em 2026, mas participa das discussões e influencia o debate interno do banco central.

O mercado financeiro reagiu com moderação às declarações, com os investidores ajustando levemente as expectativas de cortes nos juros. A maioria dos analistas ainda projeta o primeiro corte para setembro ou dezembro de 2026.

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