Desde a implementação do Plano Real em 1994, a moeda brasileira perdeu mais de 87% de seu valor em relação ao dólar americano. De acordo com análise de especialistas, quem mantém renda, imóveis, empresa e investimentos exclusivamente em real está com todo o patrimônio exposto ao mesmo risco cambial simultaneamente.
Matemática da desvalorização
Não se trata de pessimismo, mas de matemática: a perda acumulada de 87% significa que o poder de compra do real em termos internacionais encolheu drasticamente. A tendência de desvalorização persiste há três décadas e, segundo os analistas, não há fundamentos econômicos sólidos que indiquem reversão desse quadro nas próximas décadas.
“Quem não diversifica a moeda não está sendo conservador. Está assumindo uma concentração silenciosa que pode comprometer todo o planejamento financeiro de longo prazo”, alerta o especialista.
Risco da concentração em real
O alerta vale para todos os tipos de ativos: renda fixa, imóveis, participações em empresas e até mesmo poupança. Todos estão sujeitos ao mesmo risco cambial quando denominados em real. A recomendação é buscar diversificação internacional, como investimentos em moedas fortes (dólar, euro) ou ativos no exterior.
Especialistas lembram que a desvalorização do real não é um fenômeno novo, mas muitos investidores ainda ignoram o impacto acumulado. “A concentração em real é um risco silencioso que corrói o patrimônio aos poucos, sem que o investidor perceba no dia a dia”, completa.
Para quem deseja proteger o patrimônio, a orientação é incluir exposição a moedas estrangeiras na carteira, seja por meio de fundos cambiais, ETFs internacionais ou compra direta de dólar. A diversificação cambial é considerada uma estratégia conservadora de proteção patrimonial.



