Queda de ações de chips e tensões geopolíticas pressionam mercados globais
Queda de ações de chips e tensões pressionam mercados

Os mercados globais operam em forte baixa nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, pressionados por uma nova onda de vendas de ações de fabricantes de chips e pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Os índices futuros dos EUA recuam, com o Nasdaq Futuro caindo 1,47%, enquanto o Dow Jones Futuro perde 0,64% e o S&P 500 Futuro recua 0,80%. Na Europa, o STOXX 600 cai 0,45%, com o setor de tecnologia liderando as perdas, em queda de 2,9%. Na Ásia, o Nikkei 225 despencou 4%, o CSI 300 recuou 3,6% e o Hang Seng Index caiu 1,78%.

Sell-off de fabricantes de chips se intensifica

A liquidação de ações de semicondutores se espalha pelos mercados globais, mesmo após a taiwanesa TSMC reportar lucro do segundo trimestre acima das previsões e a ASML elevar suas projeções de vendas para 2026. Investidores reavaliam a sustentabilidade do boom da inteligência artificial, questionando se os gastos de centenas de bilhões de dólares por hiperescaladores de IA trarão retornos lucrativos. O mau humor no setor de tecnologia na Europa veio após fortes perdas em Nova York ontem e na Ásia hoje. Ações relacionadas à IA estão sob pressão há meses, com temores de que as cotações tenham avançado demais e que a demanda por memória e processadores possa não se sustentar.

Tensões entre EUA e Irã elevam petróleo

Os Estados Unidos intensificaram os bombardeios contra o Irã, atacando pontes e um aeroporto, e Teerã respondeu com ataques a bases norte-americanas no Oriente Médio. No Estreito de Ormuz, fuzileiros navais dos EUA abordaram um petroleiro, e há relatos de outro navio atingido por um projétil. O presidente Donald Trump ameaçou lançar ataques aéreos em grande escala contra a infraestrutura iraniana e não descartou um ataque terrestre. Os preços do petróleo operam em alta: o WTI sobe 2,31%, a US$ 80,77 o barril, e o Brent avança 1,86%, a US$ 85,80 o barril. O minério de ferro na China fechou em alta de 0,53%, a 762 iuanes, impulsionado pela redução dos estoques nos portos chineses.

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Indicadores econômicos no Brasil

No Brasil, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 1,13% em julho, após queda de 0,30% em junho. Com isso, acumula alta de 2,00% no ano e de 2,68% em 12 meses. O IPC-S da segunda quadrissemana de julho subiu 0,20%, abaixo da leitura anterior, acumulando 4,14% em 12 meses. Investidores aguardam a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de maio, com expectativa de estagnação, segundo pesquisa da Reuters.

Trump levanta dúvidas sobre eleições

Em discurso antes da disputa de meio de mandato, Donald Trump afirmou que a eleição de 2020 foi fraudada e levantou dúvidas sobre a segurança das próximas eleições. As declarações ocorrem em meio a um ambiente político já tenso nos EUA.

Impacto nos mercados e perspectivas

A combinação de sell-off tecnológico e tensões geopolíticas limita o apetite por risco. As bolsas europeias operam em baixa, com o DAX caindo 0,50%, o FTSE 100 recuando 0,07%, o CAC 40 perdendo 0,67% e o FTSE MIB caindo 0,61%. O sentimento do mercado foi afetado por mais um dia de ataques e contra-ataques no Oriente Médio, mantendo os preços do petróleo elevados e reacendendo preocupações com inflação e crescimento econômico. Na pauta nacional, além do IBC-Br, investidores monitoram a tarifa dos EUA para produtos do Brasil, que será a segunda maior dentre todos os países. O dia trade hoje espera movimentos no mini dólar e mini-índice.

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