Petróleo dispara 7% com tensão Irã-EUA; Fed mantém juros
Petróleo dispara 7%; Fed mantém juros; Ibovespa sobe

O petróleo Brent disparou 7% nesta quarta-feira, ultrapassando os US$ 90 por barril, após o presidente dos EUA, Donald Trump, prometer uma resposta ao ataque surpresa do Irã a bases americanas. Enquanto isso, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados, em meio a dados econômicos mistos e volatilidade do petróleo. No Brasil, o Ibovespa avançou pelo segundo pregão consecutivo, mas o dia foi marcado por quedas expressivas de ações como Santander Brasil (SANB11) e alta da Petrobras (PETR4) impulsionada pelo petróleo e produção recorde.

Tensões geopolíticas elevam petróleo

O barril do Brent, referência internacional, subiu mais de 7% e fechou próximo dos US$ 90, maior nível desde outubro. A escalada ocorreu depois que o Irã lançou um ataque surpresa contra bases militares americanas no Iraque. Em resposta, Trump afirmou que os EUA reagirão de forma proporcional, mas não deu detalhes. A Arábia Saudita, aliada americana, juntou-se aos ataques contra alvos iranianos no Iraque, elevando ainda mais o temor de interrupção no fornecimento de petróleo na região do Golfo.

Fed mantém juros e sinaliza cautela

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) decidiu manter a taxa de juros dos EUA na faixa de 5,25% a 5,50%, em linha com as expectativas. Em comunicado, o Fed reconheceu que a inflação continua elevada, mas destacou que o mercado de trabalho permanece aquecido. A decisão veio acompanhada de projeções que indicam apenas um corte de juros neste ano, contra três previstos anteriormente. A volatilidade do petróleo foi citada como um fator de incerteza para as perspectivas inflacionárias.

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Mercado brasileiro: Petrobras sobe, Santander cai

No Brasil, a Petrobras (PETR4) subiu mais de 2%, beneficiada pela alta do petróleo e pelo anúncio de produção recorde no pré-sal em maio. Já o Santander Brasil (SANB11) caiu mais de 6%, após balanço decepcionante com provisão para devedores duvidosos acima do esperado e receitas fracas. A ação acumula queda de 15% no ano. A MRV Engenharia também recuou, enquanto Oceanpact e Motiva tiveram altas modestas.

Renda fixa sob alerta

Em meio à queda da inflação, um ex-diretor do Banco Central alertou que os ganhos das NTN-Bs (títulos indexados ao IPCA) podem ser corroídos. Segundo ele, com a inflação baixa e a Selic ainda elevada, os investidores podem ver retornos reais menores do que o esperado. A declaração reforça a cautela no mercado de renda fixa, que já enfrenta a perspectiva de juros altos por mais tempo.

Caixa confirma repasse de R$ 13 bilhões do FGTS

A Caixa Econômica Federal confirmou o repasse de R$ 13 bilhões referentes ao lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores. O valor será distribuído proporcionalmente aos saldos das contas vinculadas, com data-base de junho. A medida faz parte do programa de distribuição de resultados do fundo, que tem beneficiado milhões de brasileiros.

Perspectivas para o mercado

Com a decisão do Fed e a escalada geopolítica, o dólar pode ficar mais forte amanhã, segundo analistas. O mercado aguarda novos desdobramentos no Oriente Médio e dados de emprego nos EUA na sexta-feira. No Brasil, a atenção se volta para a prorrogação do programa Desenrola, confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, até 31 de agosto.

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