O Republicanos oficializou nesta quarta-feira a decisão de não renovar a candidatura do deputado federal Cleitinho para as próximas eleições. A medida, tomada em reunião da executiva nacional do partido, surpreendeu aliados e adversários. Agora, a principal incógnita no cenário político mineiro é para quem Cleitinho direcionará seu apoio na disputa pelo governo de Minas Gerais.
Decisão da executiva nacional
Segundo fontes do partido, a decisão foi motivada por divergências internas e pela necessidade de renovação de quadros. Cleitinho, que estava no Republicanos desde 2018, obteve 1,2 milhão de votos na última eleição para deputado federal, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sua saída abre espaço para novos nomes, mas também enfraquece a legenda em Minas Gerais, onde ele era um dos principais cabos eleitorais.
"Cleitinho é um quadro importante e sua decisão será crucial para o segundo turno da eleição estadual", afirmou um aliado próximo, que preferiu não se identificar. A declaração reflete a incerteza que tomou conta dos bastidores políticos.
O peso de Cleitinho no cenário estadual
Com a saída, o Republicanos perde um de seus principais articuladores no estado. Cleitinho é conhecido por sua base eleitoral sólida no interior e na região metropolitana de Belo Horizonte. Analistas políticos apontam que seu apoio pode ser decisivo para qualquer um dos candidatos ao Palácio da Liberdade.
Atualmente, três nomes lideram as pesquisas: o atual governador, Romeu Zema (Novo), o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSB). Cleitinho, que já foi aliado de Zema em 2018, vinha mantendo distância nos últimos meses. Sua posição agora é aguardada com expectativa.
Próximos passos de Cleitinho
O deputado ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão do partido. Em conversas reservadas, ele teria demonstrado insatisfação com a forma como foi tratado, mas também sinalizou que pretende continuar na política. "Ele não descarta filiar-se a outra legenda ou mesmo apoiar um candidato de forma independente", revelou uma fonte próxima.
A indefinição deve durar até o prazo final de filiação partidária, em abril. Enquanto isso, os pré-candidatos ao governo mineiro já começaram a cortejar o parlamentar. A expectativa é que Cleitinho anuncie sua decisão até o fim de março.
Impacto na disputa estadual
Especialistas avaliam que o apoio de Cleitinho pode valer até 2 pontos percentuais de vantagem nas urnas, considerando sua capacidade de mobilização. Sua base eleitoral inclui prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias em mais de 100 municípios mineiros.
Para o Republicanos, a saída de Cleitinho representa um desafio. O partido precisa reconstruir sua presença em Minas Gerais, onde tradicionalmente teve força. A legenda já iniciou conversas com outros políticos de peso, como o deputado estadual Mauro Tramonte, para ocupar o espaço deixado.
Reações nos bastidores
Nas redes sociais, a notícia gerou reações diversas. Apoiadores de Cleitinho criticaram a decisão do partido, enquanto adversários viram oportunidade. O presidente do Republicanos em Minas, deputado federal Marcelo Freitas, afirmou que "a renovação é necessária e o partido está aberto ao diálogo com todos os seus quadros".
Apesar do discurso conciliador, a relação entre Cleitinho e a cúpula do partido está estremecida. A expectativa é que nos próximos dias ele reúna sua base para definir os rumos de sua carreira política.



