Petróleo cai a menor nível desde início do conflito; Ibovespa futuro recua
Petróleo cai a menor nível desde início do conflito

O petróleo brent caiu abaixo de US$ 75 nesta quarta-feira, atingindo o nível mais baixo desde o início do conflito no Oriente Médio. A queda impacta diretamente o Ibovespa futuro, que recua com o petróleo em baixa e o dólar em alta. O mercado financeiro brasileiro opera em clima de cautela, com investidores monitorando os desdobramentos geopolíticos e os sinais da economia global.

Petróleo e mercados globais

O barril do petróleo brent foi negociado abaixo de US$ 75, um patamar não visto desde o início das tensões na região. A redução dos prêmios de risco geopolítico e a perspectiva de aumento da oferta têm pressionado os preços. A queda do petróleo reflete também a desaceleração econômica global, que reduz a demanda por energia.

O Ibovespa futuro acompanha o movimento negativo, influenciado pelo recuo das commodities e pela valorização do dólar. A moeda americana opera em alta frente ao real, refletindo o cenário de aversão ao risco. Investidores aguardam novos dados econômicos e decisões de política monetária nos Estados Unidos.

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Resultados da Micron e alerta com IA

Os resultados da Micron Technology ganham importância neste momento de mercado em modo “alerta máximo” com inteligência artificial. A empresa de semicondutores é vista como termômetro do setor de tecnologia, que tem impulsionado os mercados globais. A expectativa é que os números da Micron indiquem a sustentabilidade do crescimento impulsionado pela IA.

Segundo analistas, o mercado está atento a qualquer sinal de desaceleração na demanda por chips de memória, usados em aplicações de IA. A volatilidade recente das ações de tecnologia reforça a cautela dos investidores.

Cenário político e econômico

No Brasil, o ex-ministro da Fazenda criticou o Banco Central, afirmando que a instituição usou “bengala para justificar cortes” e “arranhou a reputação”. A declaração ocorre em meio ao debate sobre a condução da política monetária e as expectativas para a Selic.

Na política, o PT evita pauta de costumes e vê o caso Master como trunfo para conquistar o voto evangélico. Jaques Wagner perde apoio na bancada do PT em meio à pressão para saída do governo. A Segunda Turma do STF vai analisar pedido de Wagner para anular operação da Polícia Federal.

Empresas em destaque

A Azzas pode vender a Hering, segundo movimento da família que entrou no radar do mercado. A Embraer reage após correção e pode voltar à máxima histórica. A Sanepar informou que o regulador manteve o uso de precatório para usuários e adotará medidas.

A Petrobras, Azevedo & Travassos, IRB, Dimed e outras ações estão entre os destaques para seguir hoje. O mercado acompanha também a oferta bilionária do FII MXRF11, que pode captar até R$ 1,25 bilhão.

Internacional

Na Alemanha, uma falha em manutenção programada paralisou todos os trens do país. No Peru, Keiko Fujimori conquistou vantagem suficiente sobre Sánchez para ser presidente. Navios já navegam pelo Estreito de Ormuz sob plano de retirada da ONU, segundo agência. Trump afirmou que o Irã negou cobrança de pedágio em Ormuz; se for mentira, negociações acabam.

O mercado permanece atento aos desdobramentos geopolíticos e econômicos, com o petróleo em queda e o dólar em alta influenciando os ativos brasileiros.

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