Mercados reagem a juros, petróleo e eleições; veja destaques
Mercados reagem a juros, petróleo e eleições; veja destaques

O mercado financeiro brasileiro inicia a semana com uma série de eventos que prometem movimentar os investidores. O Comitê de Política Monetária (Copom) deve cortar a taxa básica de juros para 14% ao ano, conforme projeção da XP, e depois pausar o ciclo de cortes até 2027, antes de retomar a calibração da política monetária. A informação foi divulgada em relatório da corretora, que também aponta para um cenário de cautela com o real, apesar da queda recente do dólar.

Juros e Copom: projeções da XP

De acordo com a XP, o Copom deve reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual na reunião desta semana, levando a taxa para 14%. No entanto, a corretora prevê que o comitê irá pausar os cortes após essa decisão, mantendo os juros estáveis até 2027. A justificativa seria a necessidade de avaliar os efeitos das medidas já tomadas e a trajetória da inflação. A XP também menciona que a calibração da política monetária deve ser retomada somente após esse período de pausa, o que indica um ciclo de aperto mais longo do que o esperado anteriormente.

Essa projeção contrasta com a expectativa de alguns investidores de que o Banco Central poderia acelerar o ritmo de cortes. No entanto, a XP argumenta que a persistência das pressões inflacionárias e a incerteza fiscal justificam uma postura mais conservadora. A decisão do Copom será anunciada na quarta-feira, e o mercado estará atento ao comunicado e à sinalização sobre os próximos passos.

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Petróleo em queda derruba ações do setor

No setor de petróleo, as ações da Petrobras, PRIO, PetroRecôncavo e Brava Energia caíram forte nesta segunda-feira, acompanhando a derrocada do preço do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent recuou mais de 3%, influenciado por preocupações com a demanda global e pela possibilidade de aumento da oferta. A queda nos preços impacta diretamente as empresas do setor, que veem suas receitas diminuírem.

Analistas apontam que a desvalorização do petróleo pode ser temporária, mas o cenário de curto prazo é de cautela. A Petrobras, que é uma das ações mais negociadas da bolsa, deve sentir o impacto no seu desempenho. Investidores que possuem papéis dessas empresas devem ficar atentos aos próximos movimentos do mercado.

Eleições: prazos e definições

No âmbito político, os prazos eleitorais estão em destaque. Os pré-candidatos Flávio e Zema têm até quarta-feira para definir seus vices. Após esse prazo, as convenções partidárias devem oficializar as chapas. A definição dos vices é crucial para as estratégias de campanha, e qualquer atraso pode gerar especulações.

Além disso, a investigação sigilosa sobre um grupo que desviou R$ 45 milhões de clientes da Caixa foi vazada, levantando questões sobre a segurança das informações. O caso está sob análise da Justiça, e o vazamento pode ter implicações políticas.

Mercados internacionais e outros destaques

Nos Estados Unidos, as ações das chamadas "7 Magníficas" (Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Meta, Nvidia e Tesla) ganharam US$ 885 bilhões em uma semana, valor equivalente a 91% da Bolsa brasileira. Esse desempenho reflete a força do setor de tecnologia no mercado americano.

Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com expectativas de negociações entre EUA e Irã sobre o estreito de Ormuz. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que os EUA controlam a região, enquanto o Irã diz que as negociações estão em andamento.

No Brasil, o primeiro leilão de baterias do país teve recorde histórico de cadastramento, segundo a EPE. Isso indica um crescente interesse no setor de energia limpa.

Destaques de investimentos

Na seção de investimentos, a Raízen é destaque: segundo o BBI, os títulos da empresa parecem baratos após reestruturação e podem subir 40%. Já no setor de saúde, Brad Saúde, Hypera e RD são as apostas do mercado para a temporada de balanços do segundo trimestre.

Para quem quer proteger a carteira nas eleições, especialistas recomendam evitar cinco erros comuns. E um ataque hacker ao "abrigo mais seguro" de Bitcoins resultou no desvio de US$ 110 milhões, mostrando os riscos do mercado de criptomoedas.

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No varejo, a Raia e Drogasil aposta em produtos premium para crescer, transformando farmácias em lojas de beleza. E o social commerce está em alta: criadores de conteúdo viraram vendedores, impulsionando as vendas online.

Cenário político e internacional

Na política, o governo avalia um aporte adicional de R$ 750 milhões para evitar a paralisação de um programa às vésperas das eleições. O senador Flávio comparou as restrições impostas a Bolsonaro ao AI-5 e criticou decisões de Moraes. Na Argentina, Javier Milei voltou a atacar Lula, chamando-o de "ladrão, presidiário e corrupto".

No cenário internacional, o plano para encerrar a guerra em Gaza contrasta com a realidade após um dia sangrento. O procurador-geral interino dos EUA cancelou verba para apoiadores de Trump. E o Irã afirma que as negociações sobre Ormuz estão em andamento, após Trump cancelar ataques.

Esses são os principais temas que devem movimentar os mercados e a política nos próximos dias. Fique atento às atualizações.