Mercado reduz inflação 2026; bancos e ações em foco
Mercado reduz inflação 2026; bancos e ações em foco

O mercado financeiro brasileiro começa a semana com ajustes nas expectativas macroeconômicas e movimentos relevantes em ações de grandes empresas. Pela quarta semana consecutiva, os analistas reduziram a projeção para a inflação de 2026, sinalizando um cenário de desaceleração dos preços. Paralelamente, a confiança do consumidor no Brasil registrou queda, com a percepção sobre a situação atual piorando. Entre os destaques corporativos, a WEG recebeu uma dupla elevação de recomendação para compra, impulsionada por uma “nova fase de crescimento”, enquanto a Vale foi cortada para neutro pelo Goldman Sachs, que vê poucos gatilhos no curto prazo.

Bancos e seguradoras sob pressão

Os grandes bancos brasileiros — Santander, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco — estão no centro das atenções dos investidores, que avaliam quem ganha e quem perde no segundo trimestre de 2026. Ainda no setor financeiro, o Morgan Stanley rebaixou as ações da BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro, provocando quedas nos papéis. A decisão foi motivada por uma visão mais cautelosa sobre o setor de seguros, com margens pressionadas e concorrência acirrada.

Queda do petróleo derruba PRIO e Petrobras

No mercado de energia, a forte baixa do petróleo impactou negativamente as ações de empresas do setor. PRIO, Petrobras e PetroRecôncavo foram os destaques de queda, acompanhando o movimento internacional. O petróleo tipo Brent recuou mais de 3% na sessão, influenciado por preocupações com a demanda global e o fortalecimento do dólar.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Ibovespa e outras movimentações

O Ibovespa abriu em alta, impulsionado pelo exterior e por um alívio nas tensões geopolíticas, mas perdeu força ao longo do dia. A fabricante chinesa de chips CXMT disparou 470% em sua estreia na bolsa de Xangai, chamando a atenção para o setor de tecnologia. No Brasil, a WEG fechou um contrato com a Engie para ampliação da usina hidrelétrica Jaguara, reforçando sua presença no segmento de energia renovável. Por outro lado, o JPMorgan rebaixou a Isa Energia (ISAE4) para neutro, citando menor espaço para valorização.

Política: crise com Milei e uso de IA de Bolsonaro

No campo político, o chanceler Mauro Vieira classificou como “grave” e “inaceitável” a interferência do presidente argentino Javier Milei durante um ato do PL no Brasil. O governo Milei descartou pedir desculpas ao Brasil, aumentando a tensão diplomática. Paralelamente, especialistas discutem a legalidade do uso de inteligência artificial que simula a voz e a imagem de Jair Bolsonaro em convenções partidárias, levantando questões sobre direitos de imagem e a legislação eleitoral.

Investimentos: IA e FIIs em debate

No segmento de investimentos, a Kinea afirmou que a inteligência artificial é um “grande truque de mágica” e que o investidor deve focar em chips. Já Alfredo Menezes alertou que o mercado está “cada vez mais máquina, menos gestor”, defendendo uma abordagem mais humana. Os Fundos Imobiliários (FIIs) de renda urbana ainda têm espaço para crescer, segundo gestor do RBVA11, enquanto o IPCA+8% em títulos públicos ainda oferece pouco prêmio para o risco eleitoral.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar