Juros futuros sobem com petróleo e IBC-Br no radar
Juros futuros sobem com petróleo e IBC-Br

As taxas dos contratos de juros futuros fecharam em alta nesta sexta-feira, 17 de julho, em meio ao ambiente global adverso e à expectativa para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O movimento foi liderado pelo avanço do petróleo no mercado internacional, que gerou pressão inflacionária e elevou as projeções de juros.

Petróleo em alta pressiona juros

O barril do petróleo tipo Brent subiu mais de 2% durante o dia, cotado próximo a US$ 75, após dados de estoques nos Estados Unidos e tensões geopolíticas no Oriente Médio. O aumento da commodity impacta diretamente as expectativas de inflação, já que eleva custos de combustíveis e transportes. Segundo analistas, o movimento reforça a percepção de que o Banco Central pode precisar manter a taxa Selic em patamares elevados por mais tempo.

IBC-Br no centro das atenções

O mercado também aguarda a divulgação do IBC-Br de maio, na próxima semana, que pode sinalizar o ritmo da atividade econômica brasileira. O indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) e, caso mostre aquecimento, pode aumentar as apostas em novos apertos monetários. "O IBC-Br será crucial para calibrar as expectativas de juros. Se vier forte, o mercado pode precificar uma Selic terminal mais alta", afirmou um estrategista de renda fixa de um grande banco nacional, que preferiu não ser identificado.

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Curva de juros e impacto nos contratos

Na Bolsa brasileira (B3), a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 subiu de 12,27% para 12,34% ao ano. Já o DI para janeiro de 2026 avançou de 12,58% para 12,66%. O movimento foi generalizado ao longo da curva, com maior pressão nos vencimentos mais longos, refletindo a incerteza sobre o cenário fiscal e a inflação.

Cenário global e fiscal pesam

Além do petróleo, o ambiente externo contribuiu para a aversão ao risco. Dados de atividade econômica nos Estados Unidos vieram acima do esperado, reforçando a possibilidade de que o Federal Reserve mantenha os juros elevados por mais tempo. No Brasil, as preocupações fiscais seguem no radar, com o mercado monitorando a tramitação de medidas de ajuste das contas públicas. "O mercado está cauteloso, aguardando sinais mais claros sobre a política fiscal e a trajetória da dívida", comentou um gestor de recursos.

Expectativas para a próxima semana

Para os próximos dias, a agenda inclui a divulgação do IBC-Br, além de indicadores de inflação, como o IPCA-15. O mercado também acompanha declarações de autoridades do Banco Central e do Ministério da Fazenda. A expectativa é de que a volatilidade continue, com os juros futuros sensíveis a notícias sobre o cenário doméstico e externo.

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