O Itaú classificou como exagerado o cenário de 'abismo fiscal' projetado para 2027, mas reforçou que o país precisa de reformas estruturais para evitar o descontrole das contas públicas. Em relatório divulgado nesta terça-feira, o banco afirma que as projeções mais pessimistas não se confirmam no curto prazo, mas a trajetória fiscal requer atenção.
Projeções e contexto
Segundo o Itaú, o termo 'abismo fiscal' é inadequado para descrever a situação atual. O banco destaca que, apesar dos desafios, o Brasil ainda tem espaço para ajustes graduais. No entanto, a necessidade de reformas é urgente para garantir a sustentabilidade da dívida pública.
O relatório cita que o governo precisa avançar em pautas como a reforma administrativa e tributária para equilibrar as contas. 'Não estamos diante de um colapso iminente, mas a inércia pode levar a um cenário mais complicado', afirmou um economista do Itaú, em condição de anonimato.
Impacto nos mercados
A avaliação do Itaú ocorre em meio à volatilidade dos mercados, com o Ibovespa tentando se manter acima dos 173 mil pontos. A cautela geopolítica e a espera por resultados da Vale impedem uma recuperação mais consistente. Analistas apontam que a sinalização fiscal é crucial para a confiança dos investidores.



