O Ibovespa chegou a saltar 1,5% e bater a marca histórica de 180 mil pontos nesta terça-feira, mas amenizou os ganhos com a intensificação das perdas do petróleo no exterior. O movimento reflete um dia de otimismo pontual, puxado por balanços corporativos e expectativas em torno da política de juros, contrastando com a pressão do barril sobre as ações de petroleiras.
Petróleo derruba ações e limita alta do índice
Petrobras, Brava e PRIO registraram quedas fortes, acompanhando a desvalorização do Brent, que passou a cair 3% após declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, sobre um possível acordo envolvendo o mercado de petróleo. A fala gerou especulações sobre aumento de oferta, derrubando as cotações e pressionando as ações do setor na B3.
Com isso, o Ibovespa, que havia renovado seu recorde intradiário, devolveu parte dos ganhos e fechou em alta mais modesta, ainda no campo positivo. Analistas apontam que a queda do petróleo pode ter efeito duplo: se por um lado pesa nas petroleiras, por outro alivia a inflação e pode influenciar a decisão do Copom sobre a Selic.
Balanços em destaque: Marcopolo, Bradesco e outros
No front corporativo, a Marcopolo desabou mais de 10% após o mercado projetar possível queda de margens e lucro. O Bradesco, por sua vez, avançou antes da divulgação de seus resultados, com investidores atentos aos números do segundo trimestre. Já a Pague Menos subiu mais de 6% após reportar margem Ebitda recorde.
A BB Seguridade apresentou resultados considerados em linha pelos analistas, mas eles alertaram para desafios futuros, enquanto a empresa vê pouco impacto relacionado ao El Niño neste ano. No setor de educação, o Goldman Sachs cortou a recomendação da Ânima para venda, revisando projeções para o setor.
Fusões e aquisições: Randon, Santander e Valid
A OPA por permuta ganhou força na B3, com destaque para os casos de Randon e Santander. A operação, que envolve troca de ações, tem sido vista como uma alternativa para reestruturações societárias. Além disso, a Valid (VLID3) anunciou a compra da plataforma de pagamentos e tokenização HST, ampliando sua atuação no setor financeiro.
Economia: dados dos EUA e falas de autoridades
Nos Estados Unidos, as encomendas à indústria tiveram queda inesperada em junho, enquanto um membro do Fed alertou para alta da inflação e disse estar de 'mente aberta' sobre juros. As declarações reforçam a cautela dos investidores quanto ao ritmo de cortes nas taxas americanas.
Na cena doméstica, a retração mais forte na indústria em junho pode contribuir para calibrar os juros no Brasil. O mercado aguarda a decisão do Copom, com analistas indicando as melhores small caps para agosto e destacando oportunidades em renda fixa, com CDBs, LCIs e LCAs na XP.
Política e outros destaques
Na política, o cenário eleitoral de 2026 começa a se desenhar, com movimentos de partidos e declarações de lideranças. O Republicanos declarou neutralidade na eleição presidencial e não apoiará Flávio, enquanto Zema defende a privatização de todas as estatais e critica o STF. Já Tarcísio chamou a greve da CPTM de 'baderna' e defendeu a privatização.
No cenário internacional, os EUA veem avanços nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, e o Irã afirma que não quer expandir a guerra, mas defenderá sua integridade territorial. A SpaceX tem jornada turbulenta no mercado de ações, e os números de Trump nas pesquisas batem novas mínimas.
Investimentos e finanças pessoais
Para quem busca renda, a agenda de dividendos de agosto inclui Petrobras, Itaú e Weg. Fundos imobiliários despencaram até 40% após redução nos dividendos, e o FII GARE11 comprou galpão locado ao Carrefour por R$ 119,8 milhões. No crédito privado, a MAG Investimentos chega a R$ 25 bilhões sob gestão, e o seguro de vida avança fora do eixo Rio-São Paulo.
Por fim, o guia Tesouro Direto gratuito ensina a investir com estratégia, e a calculadora de dividendos ajuda a viver de renda. Para quem busca carreira, sete em cada dez empresas não executam os próprios planos, e a Geração Z procura propósito ao entrar em um consórcio.



