Ibovespa sobe mais de 1% e dólar cai a R$ 5,06 em dia de alívio externo
Ibovespa sobe mais de 1% e dólar cai a R$ 5,06

O Ibovespa fechou em alta superior a 1% nesta sexta-feira, impulsionado pelo otimismo nos mercados internacionais, enquanto o dólar comercial recuou para R$ 5,06, menor nível em semanas. O movimento foi liderado por ações de commodities e tecnologia, alinhado ao exterior.

Mercado acompanha exterior positivo

O principal índice da Bolsa brasileira subiu 1,23%, aos 128.456 pontos, com giro financeiro elevado. O avanço ocorreu em linha com as bolsas de Nova York, que registraram ganhos após dados de emprego nos EUA vierem dentro do esperado, aliviando temores de aperto monetário. Na Europa, os índices também fecharam no azul.

Entre os destaques, as ações da Petrobras (PETR4) subiram 1,8% com a alta do petróleo no mercado internacional. Já a Vale (VALE3) avançou 1,1% acompanhando o minério de ferro. O setor bancário também contribuiu, com Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) registrando ganhos superiores a 1%.

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Dólar cai com fluxo de capital

O dólar comercial fechou em queda de 0,87%, cotado a R$ 5,06, menor valor desde maio. A moeda americana perdeu força frente ao real com o ingresso de recursos estrangeiros na Bolsa e a expectativa de que o Banco Central mantenha a taxa Selic em nível elevado por mais tempo. O movimento foi ampliado pela desvalorização global do dólar, após dados de inflação nos EUA sinalizarem que o Federal Reserve pode reduzir juros em breve.

Segundo analistas, o real se beneficiou do apetite por risco e do bom desempenho da economia brasileira, que tem mostrado resiliência. “O fluxo de capital para mercados emergentes está forte, e o Brasil se destaca pela alta taxa de juros real”, afirmou um gestor de fundos. A expectativa é que o câmbio continue operando na faixa de R$ 5,00 a R$ 5,10 no curto prazo.

Impacto para investidores

A alta da Bolsa e a queda do dólar trazem alívio para investidores que estavam cautelosos com a volatilidade recente. No entanto, especialistas recomendam cautela. “O cenário internacional ainda é incerto, com riscos geopolíticos e a possibilidade de novos choques de juros nos EUA”, destacou a corretora XP. Para quem investe em renda variável, a dica é diversificar e aproveitar as correções para comprar ações de empresas sólidas.

No mercado de câmbio, a tendência é de estabilidade, mas com viés de baixa para o dólar caso o Fed sinalize corte de juros. Empresas exportadoras podem sentir o impacto da moeda mais valorizada, enquanto importadores e consumidores de produtos importados tendem a se beneficiar.

Perspectivas

Analistas do mercado financeiro projetam que o Ibovespa pode buscar os 130 mil pontos nas próximas semanas, impulsionado pelo fluxo de capital estrangeiro e pela melhora das projeções para o PIB brasileiro. Contudo, a atenção permanece voltada para a política fiscal doméstica e as eleições nos EUA, que podem trazer volatilidade. O dólar, por sua vez, deve continuar sensível às comunicações do Federal Reserve e ao cenário externo.

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