O Ibovespa opera em alta nesta sexta-feira, impulsionado pela divulgação do payroll dos Estados Unidos, que mostrou a criação de apenas 57 mil vagas de trabalho em junho, bem abaixo das expectativas do mercado. O dado fraco derruba o dólar e os juros futuros no Brasil, animando ativos domésticos.
Payroll fraco e impacto nos juros
O relatório de emprego dos EUA, conhecido como payroll, registrou a criação de 57 mil vagas em junho, número muito inferior ao esperado pelos analistas. Com isso, operadores reduziram as apostas em altas de juros pelo Federal Reserve, o que enfraqueceu o dólar globalmente e beneficiou moedas emergentes como o real.
Segundo especialistas, o payroll abaixo do esperado sinaliza que a economia americana pode estar perdendo fôlego, o que reduz a pressão sobre o Fed para continuar elevando a taxa de juros. Isso é positivo para ativos de risco, incluindo a bolsa brasileira.
Dólar e juros em queda
O dólar comercial registra queda frente ao real, refletindo o movimento global de desvalorização da moeda americana. Os juros futuros também caem, com a curva de juros brasileira se ajustando à expectativa de um Fed menos agressivo.
O movimento é visto como um alívio para o mercado doméstico, que vinha sofrendo com a alta do dólar e dos juros nas últimas semanas. A queda do dólar também ajuda a conter a inflação importada, o que pode dar mais fôlego ao Banco Central para manter a Selic estável.
Ibovespa sobe com otimismo
O Ibovespa opera em alta, puxado por ações de empresas expostas ao mercado interno, que se beneficiam da queda dos juros. O índice busca se recuperar das perdas recentes e testa o patamar dos 120 mil pontos.
Entre os destaques de alta estão as ações de construtoras e varejistas, setores mais sensíveis à taxa de juros. Já as ações de empresas exportadoras, que vinham se beneficiando do dólar alto, podem sofrer com a desvalorização da moeda americana.
Perspectivas para o mercado
Analistas avaliam que o payroll fraco pode adiar o início do ciclo de alta de juros nos EUA, o que é positivo para ativos de risco. No entanto, alertam que o mercado ainda deve ficar atento aos próximos dados econômicos americanos e às decisões do Fed.
No Brasil, a atenção se volta para o cenário fiscal e para a tramitação da reforma tributária, que podem influenciar o humor dos investidores nas próximas semanas.



