O Ibovespa registrou a maior alta em três meses nesta sexta-feira, subindo 2,8%, após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho mostrar inflação abaixo do esperado, a 0,16%. O resultado surpreendeu positivamente o mercado, que projetava uma taxa mais elevada.
Impacto nos juros e no câmbio
A notícia impulsionou o apetite ao risco, derrubando os juros futuros e fazendo o dólar recuar 0,28%, cotado a R$ 5,12. A queda da inflação abre espaço para o Banco Central reduzir a Selic, atualmente em 13,75% ao ano. Segundo analistas, um corte nos juros básicos favorece ativos de risco, como ações.
Destaques do pregão
O setor financeiro liderou os ganhos, com alta significativa nas ações de bancos. Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 3,5%, Bradesco (BBDC4) avançou 4,2% e Banco do Brasil (BBAS3) teve alta de 3,8%. Petrobras (PETR4) fechou estável, enquanto Vale (VALE3) subiu 1,5%.
Cenário externo favorável
O dia também foi marcado por maior apetite ao risco global, com bolsas internacionais em alta. Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu 1,2% e o Nasdaq avançou 1,5%, impulsionados por dados de emprego mais fracos, que reforçam a expectativa de fim do ciclo de alta de juros pelo Federal Reserve.
Perspectivas
Com a inflação controlada, o mercado passa a precificar uma possível redução da Selic já na próxima reunião do Copom, em agosto. "O IPCA abaixo do esperado é um forte sinal de que o ciclo de aperto monetário chegou ao fim", afirmou Carlos Oliveira, economista-chefe da XP Investimentos. "Isso deve dar suporte à bolsa nos próximos meses."



