Ibovespa salta 1,5% e supera 180 mil pontos, mas cede com petróleo
Ibovespa salta 1,5% e supera 180 mil pontos

O Ibovespa chegou a saltar 1,5% nesta terça-feira, rompendo a marca histórica de 180 mil pontos, mas perdeu força com a intensificação das perdas do petróleo no mercado internacional. O movimento ocorre em meio à expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e à análise de que a retração mais forte da indústria em junho pode contribuir para calibrar os juros.

Petróleo derruba ações e ameniza alta do índice

As ações da Petrobras, Brava e PRIO caíram forte com a queda do petróleo Brent, que virou e passou a recuar 3% após declarações do secretário do Tesouro dos EUA sobre um possível acordo. A commodity opera nas mínimas desde 2025, pressionando o setor e limitando os ganhos do Ibovespa.

Segundo analistas, a queda do petróleo tem impacto direto nas grandes petroleiras listadas na B3, que representam peso significativo no índice. Ainda assim, o Ibovespa conseguiu sustentar parte dos ganhos, fechando em território positivo, mas distante das máximas do dia.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Indústria mais fraca pode influenciar Copom

A retração mais forte da indústria em junho, divulgada recentemente, é vista por especialistas como um fator que pode contribuir para calibrar a decisão do Copom sobre a taxa Selic. Uma atividade industrial mais fraca reduz pressões inflacionárias e pode levar o comitê a adotar uma postura menos hawkish.

Os investidores aguardam com atenção o comunicado do Copom, que deve trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária. A expectativa é de que o comitê mantenha a taxa atual, mas o tom do comunicado será crucial para as projeções futuras.

Destaques do mercado: Vale, Pague Menos e small caps

A Vale subiu na B3 mesmo com o minério de ferro nas mínimas desde 2025. Analistas debatem se a commodity vai se recuperar, mas a ação da mineradora mostrou resiliência. Já a Pague Menos avançou mais de 6% após registrar margem Ebitda recorde no segundo trimestre.

Para agosto, analistas indicam as melhores small caps, à espera do Copom. Entre as recomendações, estão empresas com bons fundamentos e potencial de valorização, mesmo em cenário de juros elevados.

Outros destaques corporativos

No cenário corporativo, a Tegma registrou lucro líquido de R$ 83 milhões no segundo trimestre, alta anual de 20%. A IMC vendeu sua subsidiária de refeições para companhias aéreas por R$ 20 milhões. O Goldman Sachs cortou a recomendação da Ânima para venda e revisou projeções para o setor de educação.

A Eve reduziu o prejuízo em 47,1% no segundo trimestre, para US$ 34,2 milhões. A Whirlpool, dona da Brastemp, teve queda nas vendas e reduziu a projeção de lucro. A Valid comprou a plataforma de pagamentos e tokenização HST. O McDonald's superou as expectativas de lucro, mas a receita ficou aquém do esperado. A Cogna aprovou a incorporação da Vasta pela Somos.

Mercado de trabalho e consumo

Pesquisa mostra que sete em cada dez empresas não executam os próprios planos estratégicos. Especialistas apontam falhas na comunicação e no engajamento como principais causas. No consumo, a Geração Z busca flexibilidade e benefícios ao entrar em consórcios, enquanto o WhatsApp baniu contas por 24 horas, gerando dúvidas sobre os motivos.

No varejo, o Procon-SP encontrou diferenças de preços de até 188% em presentes para o Dia dos Pais. A Raia e Drogasil apostam em produtos premium para crescer, transformando farmácias em lojas de beleza.

Política e eleições

Na política, o Partido Republicano declarou neutralidade na eleição presidencial e não apoiará Flávio. Romeu Zema defendeu a privatização de todas as empresas estatais em sabatina. Uma operação apura plano para explodir local de debate presidencial. Cleitinho faz apelo para voltar à disputa do governo de MG.

Nos EUA, fontes dizem que o país usou 'praticamente todos' os mísseis de longo alcance contra o Irã. Donald Trump criticou os lucros das petroleiras com a guerra. O Irã pede controle das entradas no Estreito de Ormuz. Pesquisa mostra que democratas veem saúde e tributação de ricos como 'essenciais'.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Impacto nos investimentos

Especialistas avaliam que a volatilidade do petróleo e a decisão do Copom devem guiar os mercados nas próximas semanas. A queda da indústria pode abrir espaço para cortes de juros, o que beneficiaria ações de empresas domésticas. No entanto, o cenário externo permanece incerto, com tensões geopolíticas e dados econômicos mistos.

Para o investidor, a recomendação é diversificar a carteira e ficar atento às oportunidades em small caps e setores resilientes, como saúde e tecnologia. A renda fixa segue atrativa, mas com a possibilidade de mudança na trajetória dos juros, é preciso avaliar o momento de migrar para ativos de risco.