O Ibovespa futuro abriu em queda nesta quarta-feira, refletindo a cautela dos investidores diante de uma nova pesquisa eleitoral e do anúncio de tarifas comerciais pelos Estados Unidos. O mercado monitora os desdobramentos políticos e econômicos que podem impactar os ativos brasileiros.
Pesquisa eleitoral e tarifas dos EUA pressionam mercado
A pesquisa Quaest divulgada hoje mostra o presidente Lula com 45% das intenções de voto, abrindo 8 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno. O resultado reforça a polarização e gera incertezas sobre a política econômica futura. Paralelamente, o governo Trump anunciou novas tarifas sobre produtos importados, elevando tensões comerciais globais. O Brasil se prepara para um possível tarifaço, enquanto Washington amplia a pressão comercial.
Setor de serviços recua 0,4% em maio
O setor de serviços brasileiro registrou queda de 0,4% em maio na comparação com abril, frustrando as projeções de leve alta. O resultado negativo surpreendeu analistas, que esperavam crescimento de 0,2%. O recuo foi puxado por segmentos como transportes e serviços profissionais, refletindo a desaceleração da atividade econômica.
Mercado reage a dados econômicos e balanços
Além dos fatores externos, os investidores acompanham balanços corporativos. A Engie Brasil precificou sua oferta de ações a R$ 30,50 por papel, levantando R$ 8,36 bilhões. A Melnick registrou vendas líquidas de R$ 108 milhões no segundo trimestre. Já a CSN Mineração corrige após rali, e analistas questionam se a ação pode voltar a subir.
O dólar opera volátil, enquanto os juros futuros sobem com a expectativa de manutenção da Selic em patamares elevados. O mercado aguarda novos dados da economia chinesa, que desacelerou no 2º trimestre à mínima em três anos e meio.



