Ibovespa futuro recua 1% com pesquisa eleitoral e Fed no radar
Ibovespa futuro cai 1% com pesquisa e Fed no radar

O Ibovespa futuro abriu em queda de 1% nesta quarta-feira (2), refletindo a divulgação de nova pesquisa eleitoral e a expectativa pela ata do Federal Reserve (Fed). O mercado monitora os desdobramentos políticos e econômicos que podem influenciar os ativos domésticos.

Pesquisa AtlasIntel pressiona mercado

A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta mostra o presidente Lula com 46,3% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro recuou para 36,6% após as turbulências recentes. O levantamento indica ainda que Lula perde apoio em redutos tradicionais, mas avança em novos grupos eleitorais. Os investidores reagem à possibilidade de manutenção do atual cenário político, que tem gerado incertezas fiscais.

Fed e dados de emprego nos EUA no foco

No cenário externo, o mercado aguarda a divulgação da ata da última reunião do Fed, que pode trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária americana. Além disso, o relatório ADP mostrou a criação de 98 mil vagas de trabalho no setor privado dos EUA em junho, abaixo das expectativas. O dado reforça a visão de que o mercado de trabalho está esfriando, o que pode influenciar as decisões do Fed.

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Dólar e juros em queda

O dólar comercial opera em queda de 0,5%, cotado a R$ 5,20, acompanhando o movimento de alívio nos mercados globais. Já os juros futuros recuam, com o DI para janeiro de 2027 caindo 3 pontos-base, para 11,85%. A redução das taxas reflete a percepção de que o ciclo de aperto monetário pode estar próximo do fim.

Impacto no Ibovespa e perspectivas

O Ibovespa futuro, que opera aos 128.000 pontos, acumula queda de 1% no dia. Entre os setores mais pressionados estão o financeiro e o de consumo, com destaque para as ações de bancos e varejistas. A XP Investimentos reduziu recentemente sua projeção para o Ibovespa no fim do ano para 200 mil pontos, mas manteve dois motivos para otimismo: a queda dos juros e a recuperação econômica. O mercado segue atento aos próximos indicadores e à evolução do cenário político.

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