Ibovespa cai no início de julho com NY, commodities e pesquisa eleitoral
Ibovespa cai no início de julho com NY, commodities e eleição

O Ibovespa iniciou julho em queda, pressionado pelo desempenho negativo das bolsas de Nova York, pela queda das commodities e pela divulgação de nova pesquisa eleitoral. O movimento reflete a cautela dos investidores diante do cenário fiscal e do início do chamado "trade eleitoral".

Pressão externa e interna

As bolsas americanas operam em baixa, influenciadas por dados econômicos e pela expectativa em torno dos juros nos Estados Unidos. Além disso, o petróleo e o minério de ferro recuam, impactando ações da Petrobras e da Vale, que têm peso relevante no índice brasileiro.

No cenário doméstico, a pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira (1) mostra cenário competitivo, o que aumenta a incerteza política. O mercado também acompanha a reunião entre o presidente da Câmara, Arthur Lira, e ruralistas para discutir dívidas rurais.

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Trade eleitoral e risco fiscal

Segundo analistas, o trade eleitoral já começou, mas o principal risco continua sendo o fiscal. "O mercado está atento à trajetória da dívida pública e à capacidade do próximo governo de manter o arcabouço fiscal", afirmou um estrategista de um grande banco. Ações mais sensíveis ao cenário político, como estatais e empresas de infraestrutura, podem sofrer maior volatilidade.

Commodities e pesquisa eleitoral

A queda das commodities reflete a desaceleração da economia global, especialmente da China. O minério de ferro recuou mais de 2% no dia, pressionando as ações da Vale. Já o petróleo caiu com a perspectiva de aumento da oferta da Opep+.

A pesquisa eleitoral mostra o ex-presidente Lula com vantagem sobre o atual presidente Bolsonaro, mas ambos dentro da margem de erro em alguns cenários. Isso gera incerteza sobre as reformas e a política econômica futura.

Recomendações de analistas

Diante do cenário, analistas do BB Asset recomendam cautela e sugerem ações defensivas e de setores menos expostos ao ciclo econômico. "O segundo trimestre dos bancos deve reforçar a distância entre vencedores e perdedores", afirmam em relatório. Entre os favoritos estão bancos como Itaú e Bradesco, além de empresas de saneamento e energia.

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