Ibovespa cai na contramão do exterior e perde os 176 mil pontos
Ibovespa cai na contramão do exterior e perde os 176 mil pontos

O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira (15), na contramão dos mercados externos, e perde o patamar dos 176 mil pontos. O principal índice da bolsa brasileira é pressionado por ações de empresas ligadas a commodities e pela manutenção das incertezas fiscais no país.

Queda generalizada puxa índice para baixo

Por volta das 11h30, o Ibovespa recuava 0,8%, aos 175.850 pontos. O movimento de baixa ocorre apesar do desempenho positivo das bolsas em Nova York, onde o S&P 500 subia 0,3% e o Nasdaq avançava 0,5%. Entre as maiores pressões estão as ações da Vale (VALE3), que caíam 1,5%, e da Petrobras (PETR4), com recuo de 1,2%, acompanhando a queda dos preços do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional.

Incertezas fiscais e exterior divergente

Segundo analistas, o mercado brasileiro segue refém das discussões sobre o arcabouço fiscal e a possibilidade de cortes de gastos pelo governo. A falta de definição sobre o novo marco fiscal mantém os investidores cautelosos. Enquanto isso, o exterior tem dia positivo, com dados de inflação nos Estados Unidos vindo abaixo do esperado, o que reforça apostas em corte de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano. A divergência entre o cenário doméstico e o externo explica, em parte, o desempenho negativo do Ibovespa.

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Dólar e juros futuros em alta

No mercado de câmbio, o dólar comercial subia 0,4%, cotado a R$ 5,12, refletindo a aversão ao risco. Já os juros futuros operam em alta, com o contrato para 2025 subindo 5 pontos-base, para 12,85% ao ano. A percepção de risco fiscal elevado pressiona a curva de juros e afasta investidores estrangeiros da bolsa.

Destaques de baixa e alta

Além de Vale e Petrobras, outras ações de peso recuam. A Ambev (ABEV3) cai 1,8%, e a B3 (B3SA3) perde 1,3%, mesmo após o Bank of America elevar a recomendação para compra e projetar alta de 40%. Na ponta positiva, os papéis da Copel (CPLE6) sobem 2,1%, impulsionados por notícias sobre a venda de ativos. A expectativa é de que o Ibovespa continue volátil até que haja sinais mais claros sobre a política fiscal do governo.

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