O Ibovespa iniciou o mês de julho em queda, pressionado pelo desempenho negativo de Wall Street, pela queda das commodities e pela primeira pesquisa eleitoral do período. O índice recuou 0,8% aos 124.500 pontos, com o dólar subindo 0,5% a R$ 5,45.
Pressão externa e interna
Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 0,3%, S&P 500 recuou 0,4% e Nasdaq perdeu 0,6%, refletindo temores de juros altos por mais tempo. O petróleo Brent caiu 1,2% a US$ 84,50, impactando ações da Petrobras e do setor de óleo e gás.
No cenário doméstico, a pesquisa eleitoral Datafolha mostrou oscilações dentro da margem de erro, mas gerou incerteza sobre a política fiscal. O mercado monitora a tramitação de pautas econômicas no Congresso.
Setores em destaque
As ações da Petrobras (PETR4) caíram 1,5%, acompanhando o petróleo. Vale (VALE3) recuou 0,8% com queda do minério de ferro na China. Bancos como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) caíram 0,5% e 0,7%, respectivamente.
Na ponta positiva, papéis defensivos como elétricas e saneamento subiram levemente. A Copel (CPLE6) avançou 0,3% e a Sabesp (SBSP3) ganhou 0,2%.
Perspectivas para julho
Analistas do BB Investimentos destacam que o Ibovespa pode enfrentar volatilidade com a divulgação de balanços do segundo trimestre nos EUA e no Brasil. O relatório de emprego americano (payroll) na sexta-feira será crucial para as expectativas de juros.
No Brasil, a agenda inclui dados de inflação (IPCA-15) e a primeira prévia do PIB do segundo trimestre. O mercado também aguarda novos detalhes do arcabouço fiscal.



