O Ibovespa fechou em forte queda de 1,52% nesta quarta-feira, atingindo a mínima do dia, após a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter as taxas de juros nos Estados Unidos inalteradas. O movimento acompanhou o tom negativo das bolsas de Nova York, que também recuaram com o cenário de aperto monetário prolongado.
Fed mantém juros e Trump comenta
O Fed manteve a taxa básica entre 5,25% e 5,50%, conforme esperado, mas o comunicado trouxe tom cauteloso sobre a inflação. O ex-presidente Donald Trump comentou a decisão: 'Kevin é fantástico, mas é uma decisão do conselho', referindo-se ao presidente do Fed, Jerome Powell. A declaração foi interpretada como uma tentativa de minimizar divergências.
Petróleo dispara e impulsiona Petrobras
Enquanto o Ibovespa caía, o petróleo Brent saltou 8% e superou os US$ 90 por barril, impulsionado por ameaças do presidente Trump de atacar o Irã 'com força'. A alta do petróleo beneficiou as ações da Petrobras, que subiram 2% com o avanço da commodity e a produção recorde da estatal.
Dólar recua e Santander desaba
O dólar comercial recuou para R$ 5,10, refletindo o movimento de fluxo para ativos de risco moderado. Já as ações do Santander Brasil (SANB11) despencaram 7%, após a divulgação do menor lucro trimestral desde 2023. O mercado reagiu negativamente à deterioração das linhas de receita do banco.
Perspectivas para Ambev e siderúrgicas
Investidores aguardam os resultados do segundo trimestre da Ambev, que podem repetir o 'sucesso' do primeiro trimestre. No setor siderúrgico, Usiminas, Gerdau e CSN estão no radar para divulgações nos próximos dias.



