O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (15), pressionado pelas ações de Petrobras e Vale, que devolveram parte dos ganhos recentes. O principal índice da B3 recuou 0,83%, aos 175.912 pontos, após oscilar entre 175.400 e 177.300 pontos ao longo do dia. O volume financeiro negociado foi de R$ 22,5 bilhões, acima da média diária de R$ 18 bilhões.
Petrobras e Vale lideram perdas
As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) caíram 1,5%, a R$ 38,20, enquanto as preferenciais (PETR4) recuaram 1,2%, a R$ 35,90. O movimento foi influenciado pela queda do petróleo Brent no mercado internacional, que perdeu 0,8%, cotado a US$ 84,50 o barril. Já a Vale (VALE3) caiu 1,1%, a R$ 68,40, acompanhando o recuo dos contratos futuros de minério de ferro na China, que fecharam em baixa de 0,5%.
Dólar sobe com exterior e incertezas fiscais
O dólar comercial subiu 0,52%, cotado a R$ 5,45 na venda, após uma manhã de volatilidade. A moeda americana acompanhou o fortalecimento global do dólar, com o índice DXY, que mede a divisa contra uma cesta de pares, avançando 0,15%. No Brasil, investidores monitoram o debate fiscal no Congresso, com a tramitação do projeto de lei que trata do novo arcabouço fiscal. Segundo o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, “o mercado segue cauteloso com a trajetória da dívida pública, o que mantém o dólar pressionado”.
Exterior: S&P 500 renova máxima histórica
Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu 0,2% e renovou sua máxima histórica, aos 5.678 pontos, impulsionado por ações de tecnologia. O Dow Jones teve alta de 0,1%, enquanto o Nasdaq avançou 0,3%. O mercado norte-americano reagiu a dados de inflação ao produtor (PPI) de junho, que vieram acima do esperado, mas não alteraram as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve em setembro.
Destaques de alta e baixa na B3
Entre as maiores altas do Ibovespa, os papéis da CVC (CVCB3) saltaram 4,2%, após anúncio de reestruturação de dívidas. Já as ações da Lojas Renner (LREN3) subiram 2,8%, com expectativas de recuperação do varejo. Na ponta negativa, além de Petrobras e Vale, as ações da Ambev (ABEV3) caíram 1,8%, pressionadas por dados de vendas fracos no segundo trimestre.
Juros futuros sobem com cautela fiscal
As taxas dos contratos futuros de juros (DI) fecharam em alta, com o DI para janeiro de 2027 subindo 0,05 ponto percentual, a 11,75% ao ano. O movimento refletiu a percepção de risco fiscal no Brasil, após o governo anunciar a possibilidade de rever a meta de resultado primário para 2025. O mercado aguarda a divulgação do Relatório de Receitas e Despesas do Ministério do Planejamento, prevista para a próxima semana.



